A B3 obteve decisões favoráveis e definitivas no Carf em processos sobre a tributação das variações cambiais de seu investimento no CME Group. As autuações canceladas somavam aproximadamente R$ 2,2 bilhões ao fim do primeiro semestre de 2026.
Os processos tratavam de operações realizadas em 2015 e 2016. Segundo o comunicado ao mercado, a Câmara Superior de Recursos Fiscais rejeitou os recursos da Fazenda Nacional, encerrando a discussão na esfera administrativa.
O que estava em discussão
A controvérsia envolvia a incidência de IRPJ e CSLL sobre efeitos de variação cambial ligados ao investimento da companhia no CME Group. A Receita Federal havia constituído créditos tributários, posteriormente contestados pela operadora da bolsa brasileira.
Com a decisão da instância superior do Carf, os lançamentos fiscais foram cancelados. O resultado não representa entrada imediata de dinheiro, mas elimina a cobrança administrativa informada pela companhia.
Por que o valor chegou a R$ 2,2 bilhões
O montante considera o valor atualizado das autuações no encerramento de junho de 2026. Cobranças tributárias podem reunir o principal questionado, juros e multas acumulados durante a tramitação.
A decisão reduz uma contingência relevante ligada a eventos ocorridos há cerca de uma década. Os efeitos contábeis específicos dependerão do tratamento adotado e das próximas divulgações financeiras da empresa.
Decisão é definitiva na esfera administrativa
Ao classificar as decisões como definitivas, a B3 indica que não há mais recurso dentro do Carf. O comunicado se limita aos processos sobre as variações cambiais do CME Group em 2015 e 2016 e não deve ser generalizado para outras discussões tributárias.
As ações B3SA3 operaram em alta nesta quarta-feira, em um pregão também marcado pelo avanço amplo do Ibovespa. A oscilação reflete diferentes fatores e não pode ser atribuída integralmente ao julgamento. A matéria é informativa e não constitui recomendação de investimento.