Bancos em 2026: Gilson Finkelsztain deixa B3 para assumir CEO do Santander
Reviravolta nos grandes bancos: Mario Leão renuncia e Santander busca Gilson Finkelsztain, atual presidente da B3, para liderar a operação no Brasil.
O mercado financeiro foi pego de surpresa na noite desta quinta-feira (19) com o anúncio de uma das mais relevantes trocas de comando corporativo dos últimos anos. Gilson Finkelsztain, que presidia a B3 (B3SA3) desde 2017, deixará a bolsa brasileira para assumir o cargo de CEO do Santander Brasil (SANB11). Finkelsztain ocupará a cadeira deixada por Mario Leão, executivo com 11 anos de casa que comandou a operação brasileira do banco espanhol nos últimos cinco anos. A transição já está em andamento e deve ser concluída até o final de julho, garantindo, segundo a instituição, uma passagem de bastão estruturada.
O retorno de Finkelsztain e o desafio no Santander
A chegada de Gilson Finkelsztain não é exatamente uma estreia no banco. O executivo possui forte aderência à cultura da instituição, tendo atuado no próprio Santander entre 2011 e 2013, além de acumular passagens de peso por J.P. Morgan e Citibank. No comando da B3, ele foi responsável por capitanear a bolsa brasileira durante um período de modernização tecnológica intensa, diversificação de produtos e atração recorde de pessoas físicas para a renda variável. Agora, o desafio é acelerar a rentabilidade do Santander Brasil em um cenário de crédito competitivo e juros ainda desafiadores.
O legado de Mario Leão
A saída de Mario Leão ocorre por decisão própria, comunicada aos órgãos de governança no início do ano. Sob sua gestão, o Santander Brasil passou por um ciclo de transformação focado na diversificação de receitas e em um controle mais rigoroso da inadimplência, buscando o que o banco classificou como "rentabilidade sustentável". “Nossa organização atingiu um nível de maturidade que permite conduzir este processo sucessório de forma estruturada e planejada. Tenho certeza de que o Gilson fará um excelente trabalho”, declarou Leão, que encerra um ciclo estratégico reconhecido pelo mercado.
O vácuo na liderança da B3 (B3SA3)
Se para o Santander a notícia traz um nome de peso incontestável para a liderança, para a B3 a movimentação abre uma lacuna imediata de sucessão. A companhia informou que o substituto de Finkelsztain ainda será definido. Para os investidores, a sexta-feira será de precificação dupla no pregão: enquanto as ações SANB11 devem reagir às expectativas sobre o novo ritmo que o ex-presidente da bolsa imprimirá no banco, os papéis B3SA3 podem sofrer com a volatilidade inerente à incerteza sobre quem assumirá o leme da única bolsa de valores do país.
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