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BlackRock alcança recorde de US$ 15,5 trilhões em ativos

Gestora recebe US$ 205 bilhões em recursos no trimestre, amplia receita em 19% e registra crescimento em ETFs, tecnologia e mercados privados no período.

Ativos citados
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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem clean com globo, camadas de investimentos e arco de entrada de recursos
Colagem editorial sobre o recorde de ativos administrados pela BlackRock. Imagem gerada por IA / Analistas

A BlackRock encerrou o terceiro trimestre de 2026 com US$ 15,5 trilhões em ativos sob gestão, o maior valor de sua história. A empresa recebeu US$ 205 bilhões líquidos de clientes no período e aumentou a receita em 19% na comparação anual.

O resultado foi divulgado na quarta-feira, 14 de outubro. A maior gestora de ativos do mundo afirmou que a entrada de recursos foi distribuída entre ETFs, estratégias sistemáticas de ações, mercados privados e produtos de caixa.

Principais números

Indicador3º trimestre de 2026
Ativos sob gestãoUS$ 15,5 trilhões
Entrada líquida no trimestreUS$ 205 bilhões
Entrada líquida em 12 mesesUS$ 869 bilhões
Crescimento anual da receita19%
Crescimento do lucro por ação ajustado38%
Recompra de açõesUS$ 550 milhões

Os ativos sob gestão não pertencem à BlackRock. São recursos de clientes investidos em fundos e carteiras administradas pela empresa. A gestora recebe taxas por esse serviço.

O valor total pode crescer por dois caminhos: entrada de dinheiro novo e valorização dos ativos existentes. No trimestre, houve contribuição dos dois fatores. Mercados mais altos elevam o patrimônio mesmo sem novas aplicações.

Por que a entrada de recursos importa

Os US$ 205 bilhões líquidos representam aplicações menos resgates. Esse número ajuda a medir se clientes estão escolhendo ou deixando os produtos da empresa.

Em doze meses, a entrada líquida chegou a US$ 869 bilhões. A BlackRock informou crescimento orgânico de 10% nas taxas básicas nesse período. No trimestre, o avanço anualizado foi de 11%.

ETFs da marca iShares foram uma das fontes de expansão. Esses fundos são negociados em bolsa e costumam acompanhar índices ou estratégias específicas. Eles atraem investidores por combinar diversificação, transparência e negociação simples.

A empresa também citou ações sistemáticas, mercados privados e produtos de caixa. A diversidade reduz a dependência de uma única área, embora cada categoria tenha riscos e tarifas diferentes.

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Tecnologia ganha espaço

A receita de serviços de tecnologia e assinaturas cresceu 14% em um ano. O avanço foi impulsionado pela plataforma Aladdin e por soluções que combinam diferentes produtos.

O Aladdin é usado por instituições para acompanhar carteiras, riscos e operações. Essa atividade gera receita menos ligada ao sobe e desce diário dos mercados do que as taxas calculadas sobre o patrimônio.

Ainda assim, clientes podem cortar gastos ou trocar fornecedores. O crescimento de tecnologia precisa ser acompanhado por contratos, renovação e margem.

Lucro reportado e ajustado

O lucro por ação calculado pelas regras contábeis subiu 25%. Em base ajustada, o crescimento foi de 38%.

A diferença inclui uma mudança sem efeito de caixa no valor de uma obrigação ligada a aquisições anteriores. A BlackRock retirou esse item de sua medida ajustada porque considera que ele dificulta a comparação da operação.

O lucro operacional reportado cresceu 19%. O lucro operacional ajustado aumentou 27%. A receita maior, as taxas de desempenho e a expansão de tecnologia ajudaram o resultado.

Como sempre, o investidor deve olhar as duas medidas. A contábil mostra o resultado registrado. A ajustada facilita algumas comparações, mas usa critérios definidos pela própria empresa.

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O tamanho traz vantagens e riscos

Administrar US$ 15,5 trilhões dá escala para distribuir produtos, investir em tecnologia e negociar custos. Também faz a empresa depender do comportamento de grandes mercados globais.

Uma queda forte em ações e títulos pode reduzir os ativos sob gestão e, depois, as taxas cobradas. Resgates também diminuem a base de receita. A expansão em mercados privados adiciona ativos menos líquidos e com avaliação mais complexa.

A gestora recomprou US$ 550 milhões em ações no trimestre. A recompra reduz o número de papéis em circulação e pode elevar o lucro por ação, mas também representa uso de caixa.

No Brasil, a BlackRock aparece tanto por seus fundos quanto por participações em empresas listadas. A gestora passou a deter 10,06% do Bradesco, movimento que reflete posições administradas em nome de clientes, não necessariamente uma aposta única da própria companhia.

O que isso significa para o investidor comum

O recorde indica que mais dinheiro está sendo administrado pela BlackRock, mas não significa que todos os fundos tiveram o mesmo desempenho. Cada produto segue uma estratégia, cobra uma taxa e assume riscos próprios.

Antes de investir, o usuário deve observar objetivo, índice de referência, custos, liquidez e exposição cambial. O tamanho da gestora não protege contra perdas de mercado.

Próximos pontos

O mercado acompanhará a continuidade dos fluxos, a receita de tecnologia e a integração de aquisições. Também será importante ver como uma possível correção das bolsas afetaria o patrimônio administrado.

O trimestre foi forte porque combinou entrada de clientes, valorização dos mercados e crescimento de serviços. A manutenção desse ritmo dependerá de desempenho, confiança e capacidade de oferecer produtos com custos competitivos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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