Os pagamentos do Bolsa Família de agosto começam nesta terça-feira (18) e vão até o dia 31, feitos pela Caixa conforme o final do NIS. O benefício mínimo é de R$ 600, mas adicionais podem elevar bastante esse valor. Veja o calendário, os valores e as regras.
Começa nesta terça-feira (18) o pagamento do Bolsa Família referente a agosto de 2026. Os depósitos são feitos pela Caixa Econômica Federal de forma escalonada e seguem até o dia 31, sempre nos últimos dez dias úteis do mês. Como de costume, a ordem de pagamento segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário.
O programa é um dos maiores do país e atende milhões de famílias em situação de vulnerabilidade. Abaixo, reunimos tudo o que você precisa saber: quando recebe, quanto recebe, quem tem direito e como movimentar o dinheiro.
Como funciona o calendário
A regra é simples: quem tem o NIS terminado em 1 recebe primeiro, no dia 18, e os demais seguem nos dias seguintes, conforme o último número do cartão, até o fim do mês, seguindo o mesmo modelo do calendário do mês anterior. Em cidades em situação de emergência ou calamidade, o valor costuma ser liberado de uma só vez, no primeiro dia.
Como as datas variam a cada mês, a forma mais segura de saber exatamente quando o seu dinheiro cai é consultar o aplicativo Caixa Tem ou o app do Bolsa Família, onde aparece a data certa para o seu NIS.
Quanto é o valor do benefício?
Aqui está um ponto que gera muita dúvida, porque o valor não é único: ele é montado como um "quebra-cabeça", somando uma parte fixa a vários adicionais. Veja como funciona:
- Parcela mínima: todo beneficiário recebe pelo menos R$ 600 por mês.
- Adicional por criança pequena: mais R$ 150 para cada criança de até 6 anos de idade.
- Adicional para outros públicos: mais R$ 50 para cada criança e adolescente de 7 a 18 anos incompletos, para gestantes e para mães de bebês de até 6 meses.
Por isso, o valor final varia conforme a composição de cada família. Uma família com uma criança pequena e um adolescente, por exemplo, pode receber R$ 600 + R$ 150 + R$ 50, chegando a R$ 800 ou mais. É assim que muitos lares ultrapassam a casa dos R$ 850, um valor que depende sempre do número e do perfil dos integrantes. Para efeito de comparação, a parcela mínima de R$ 600 equivale a pouco mais de um terço do salário mínimo de 2026.
Quem tem direito?
Para entrar no programa, o principal critério é a renda. São elegíveis as famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Além disso, é obrigatório estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), o que pode ser feito nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
Estar no programa, porém, exige contrapartidas. Para continuar recebendo, as famílias precisam manter as crianças e adolescentes na escola, cumprir o calendário de vacinação e, no caso das gestantes, fazer o acompanhamento pré-natal. São regras voltadas a garantir saúde e educação para as crianças.
Como consultar e sacar
A boa notícia é que ficou simples movimentar o dinheiro, sem precisar enfrentar filas. Os valores podem ser acessados diretamente pelo aplicativo Caixa Tem, que funciona como uma conta digital.
Pelo app, é possível pagar contas e fazer compras usando o cartão virtual na função débito. Quem prefere o dinheiro em espécie pode sacar em casas lotéricas, correspondentes bancários (como os Caixa Aqui), terminais de autoatendimento e agências da Caixa.
Fique atento aos golpes
Como o Bolsa Família envolve milhões de pessoas, ele é alvo frequente de golpistas. Por isso, um alerta importante: o benefício é gratuito e o governo nunca cobra taxas para "liberar" ou "desbloquear" o pagamento.
Desconfie de links recebidos por SMS ou WhatsApp e de aplicativos que não sejam os oficiais. A consulta e o saque são feitos apenas pelos canais da Caixa e do governo federal. Ninguém precisa pagar nada, nem fornecer senhas, para receber o que é seu por direito.