A Brava Energia encerrou a operação de venda de 11 concessões terrestres de petróleo e gás na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. O negócio, avaliado em US$ 15 milhões quando anunciado, envolvia um consórcio formado por Azevedo & Travassos Petróleo e Petro-Victory Energy.
Por que a venda foi encerrada
Segundo a Brava, chegou ao fim o prazo contratual máximo sem que determinadas condições precedentes fossem atendidas pelo grupo comprador. A companhia então exerceu o direito de encerrar o contrato de compra e venda.
A Azevedo & Travassos afirmou que recebeu a comunicação de forma inesperada e que as partes trabalhavam para concluir a operação até o fim de setembro. Essa manifestação representa a posição da compradora e não altera o fato de que a Brava considera a transação encerrada.
O que acontece com os ativos
As concessões dos polos Porto Carão e Barrinha permanecem no portfólio da Brava. A companhia declarou que o encerramento não altera seu planejamento operacional e de alocação de capital no curto e no médio prazo.
Manter os ativos preserva produção e responsabilidades operacionais, mas também impede a entrada do valor previsto na venda. O impacto financeiro dependerá dos custos, da produção e de uma eventual nova estratégia para essas áreas.
O que observar em BRAV3
O mercado deve acompanhar se a empresa buscará outro comprador, manterá as concessões ou revisará investimentos. A leitura também passa pelos dados recentes de produção, detalhados na matéria sobre a produção da Brava em agosto, e pelo preço internacional do petróleo, pressionado pelas tensões no Estreito de Ormuz.