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Economia

Carros usados sobem 0,36% no trimestre; alta de preços desacelera

IBV Auto mostra avanço menor que no trimestre anterior. Elétricos da safra de 2023 têm maior depreciação, mas recorte não vale para todos os modelos.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem ilustrativa: Carros usados sobem 0,36% no trimestre; alta de preços desacelera
Ilustração editorial gerada por inteligência artificial; não retrata uma instalação ou acontecimento real.

Os preços dos automóveis leves usados subiram 0,36% entre julho e setembro, segundo o IBV Auto, indicador do banco BV divulgado em 6 de outubro. O resultado ficou abaixo da alta de 1,27% do segundo trimestre de 2026 e dos 2,04% registrados no terceiro trimestre de 2025.

A desaceleração significa que os preços aumentaram menos, não que o mercado inteiro ficou mais barato. Em setembro, o índice avançou 0,30%, depois de recuar 0,01% em agosto. A alta acumulada em 2026 chegou a 3,86%.

Na avaliação apresentada pelo BV à imprensa, a atividade mais moderada e a concorrência dos veículos novos limitam reajustes mais intensos no mercado de segunda mão.

Depreciação dos elétricos exige atenção ao recorte

O levantamento aponta perda próxima de 47% no valor de revenda dos elétricos lançados em 2023, até setembro. Para híbridos comparáveis, a queda foi de 27,89%; para veículos a combustão, de 22,20%.

Esses percentuais não são a variação mensal do índice e tampouco uma previsão para qualquer carro elétrico comprado agora. Eles acompanham um conjunto e um período específicos. Misturar a depreciação de uma safra de veículos com a inflação geral dos usados levaria a conclusões incorretas.

A situação de um automóvel depende também de versão, conservação, quilometragem e histórico. Uma média de mercado não substitui a avaliação do bem que será negociado.

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O custo de trocar de carro vai além da etiqueta

Para o comprador, uma desaceleração dos preços pode ampliar espaço de comparação entre alternativas. Mas a decisão econômica depende do valor total: entrada, financiamento, seguro, manutenção e eventual revenda formam partes diferentes da conta.

A queda de preço de um carro específico também pode afetar o valor recebido por quem pretende usá-lo como entrada em outro veículo. Por isso, a diferença entre compra e venda pode ser mais relevante para a troca do que a direção isolada de um indicador.

O avanço de novas tecnologias segue modificando a concorrência global. O Analistas acompanhou, por exemplo, as entregas da Tesla no terceiro trimestre. Dados de produção ou vendas externas, porém, não determinam diretamente o preço de revenda de um veículo no Brasil.

O IBV Auto oferece um termômetro útil da tendência observada. Sua leitura mais importante neste trimestre é a redução do ritmo de alta, com diferenças entre segmentos, e não a promessa de desvalorização uniforme de todos os carros usados.

Fontes: Estadão Conteúdo, publicado pelo UOL, e Guru dos Carros, com dados do IBV Auto do banco BV, em 6 de outubro de 2026.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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