O conselho de administração da Cemig elegeu Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para a presidência da companhia e Alexandre Ramos Peixoto para presidir o próprio colegiado. A decisão, divulgada em fato relevante de 11 de setembro de 2026, conclui uma etapa de governança corporativa acompanhada pelos acionistas.
A eleição substitui as informações preliminares divulgadas no fim de agosto. A matéria foi atualizada porque os nomes confirmados pelo conselho são diferentes da indicação mencionada anteriormente.
Quem é Marco Aurélio Vasconcelos?
Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos é advogado formado pela PUC Minas, com especializações em Direito de Empresa e Gestão Empresarial. Sua trajetória inclui funções jurídicas, administrativas e de governança.
Na Copasa, atuou como procurador-geral jurídico, assessor da presidência e diretor adjunto jurídico desde 2022. Também possui experiência em saneamento, mineração, indústria e administração pública.
O currículo indica familiaridade com regulação e empresas controladas pelo poder público. Isso não permite antecipar mudanças específicas na estratégia da Cemig.
Quem assume o conselho de administração?
Alexandre Ramos Peixoto foi eleito presidente do conselho. Engenheiro de carreira da Cemig, ele tem passagens pela Agência Nacional de Energia Elétrica, pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética.
Desde 2023, Peixoto preside o conselho da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Na Cemig, já exerceu a presidência e a diretoria de Regulação e Relações Institucionais.
O que muda para a Cemig?
A mudança define responsáveis pela execução e pela supervisão da estratégia. A presidência conduz a administração, enquanto o conselho delibera sobre diretrizes e fiscaliza a gestão.
Investidores acompanharão continuidade do plano de investimentos, disciplina financeira, política de dividendos e relação com o Governo de Minas Gerais, acionista controlador. O fato relevante não anunciou alteração imediata nessas políticas.
A companhia obteve recentemente a prorrogação por 30 anos da concessão da UHE Sá Carvalho, tema relevante para a previsibilidade de geração e receitas.
Qual é o impacto sobre CMIG3 e CMIG4?
CMIG3 corresponde às ações ordinárias e CMIG4 às preferenciais. Mudanças no comando podem afetar a percepção de governança, mas não determinam sozinhas o desempenho dos papéis.
O mercado avaliará decisões concretas da nova gestão, resultados, dívida, investimentos e distribuição de proventos. Também acompanha riscos até 2028 discutidos na análise sobre a Cemig e o preço-alvo de CMIG4.
E a proposta de grupamento da Tecnisa?
A versão original desta reportagem também noticiou a proposta da Tecnisa de agrupar dez ações TCSA3 em uma. O tema permanece separado da eleição na Cemig e depende das deliberações societárias e do cronograma comunicado pela incorporadora.
Um grupamento reduz a quantidade de papéis e ajusta o preço unitário na mesma proporção, sem criar valor econômico por si só. Eventuais frações seguem o procedimento informado pela empresa.
A atualização desta segunda-feira concentra-se na confirmação do comando da Cemig. Nenhuma das informações constitui recomendação para negociar CMIG3, CMIG4 ou TCSA3.