A Coca-Cola registrou receita líquida de US$ 13,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 7%, e elevou novamente suas projeções para o ano. O resultado interessa a quem acompanha ações globais e os efeitos da inflação sobre preços, consumo e margens de grandes empresas de bebidas.
Volume global cresceu 5%
O volume vendido aumentou 5% no mundo. A receita orgânica, que exclui efeitos de câmbio, aquisições e vendas de negócios, também avançou 7%. O crescimento veio principalmente de maior venda de concentrados e de uma contribuição positiva de preços e mix de produtos.
| Indicador | 3º trimestre de 2026 |
|---|---|
| Receita líquida | US$ 13,4 bilhões |
| Crescimento da receita | 7% |
| Crescimento orgânico | 7% |
| Volume global | +5% |
| Lucro por ação | US$ 0,93 |
| Margem operacional | 33,4% |
O lucro por ação cresceu 8%, enquanto o resultado comparável avançou 11%, para US$ 0,91. A margem operacional passou de 32% para 33,4%, sinal de que a companhia conseguiu ampliar a rentabilidade mesmo em um ambiente de custos elevados.
Preço teve contribuição menor
O efeito de preço e mix foi de 1%. Isso mostra que o avanço não dependeu apenas de reajustes. A venda de mais concentrados e o aumento de volume tiveram peso importante.
A Diet Coke e a Coca-Cola Light cresceram 6%, impulsionadas por América do Norte e Ásia-Pacífico. A companhia não detalhou no comunicado resumido o desempenho de cada país.
Projeção anual foi elevada
A administração aumentou sua orientação para 2026 depois do resultado acima do esperado. A revisão indica maior confiança na demanda e na execução comercial, embora câmbio, matérias-primas e desaceleração do consumo continuem sendo riscos.
Para o investidor brasileiro, COCA34 também varia com o preço da ação nos Estados Unidos e com o dólar. Um balanço positivo pode ser compensado ou ampliado pela oscilação cambial.
O que observar
Os próximos pontos são a capacidade de manter volumes, a reação dos consumidores a preços altos e a evolução da margem. A empresa fornecerá a projeção completa de 2027 quando divulgar o quarto trimestre.
O balanço veio equilibrado: receita, volume, lucro por ação e margem cresceram. A nova orientação reforça o resultado, mas a comparação futura ficará mais exigente depois de um trimestre forte.