A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) inicia esta quinta-feira, 3 de setembro, com um novo presidente executivo. Fabio Schvartsman assume o comando da CSN no lugar de Benjamin Steinbruch, que deixa a função após 24 anos e passa a presidir o Conselho de Administração.
A mudança foi aprovada pelo conselho e comunicada ao mercado na noite de 2 de setembro. Steinbruch continuará participando das decisões estratégicas no colegiado, enquanto Schvartsman ficará responsável pela condução executiva das operações.
Quem é Fabio Schvartsman
O novo presidente da CSN possui experiência nos setores de mineração, papel e celulose, combustíveis e infraestrutura. Ele comandou a Klabin por aproximadamente seis anos e foi presidente da Vale entre 2017 e 2019. Também integra o conselho da Vibra Energia.
Schvartsman deixou a Vale em 2019, semanas depois do rompimento da barragem de Brumadinho. Na CSN, assume um grupo que reúne siderurgia, mineração, logística, energia e cimento.
Por que Benjamin Steinbruch deixou a presidência
Steinbruch afirmou que a troca busca reforçar a estrutura de gestão em um momento no qual a CSN trabalha para reduzir o endividamento, melhorar sua estrutura de capital e concentrar recursos nos ativos considerados mais rentáveis.
Ele ocupava a presidência executiva desde 2002 e já havia presidido o conselho entre 1995 e 2023. Ao retornar ao colegiado, mantém influência sobre a estratégia do grupo e sobre o programa de desalavancagem.
Dívida será o principal desafio da nova gestão
A alavancagem da CSN encerrou o segundo trimestre próxima de 3,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. Esse indicador compara o endividamento líquido com a geração operacional de caixa e é acompanhado pelo mercado para avaliar a capacidade financeira da companhia.
A venda de ativos está entre as alternativas analisadas. A CSN recebeu propostas pela unidade de cimento, mas ainda não anunciou comprador, preço final ou contrato vinculante. Por isso, valores e interessados mencionados em negociações não devem ser tratados como operação concluída.
O que muda na prática
A companhia separa com mais clareza a função executiva, entregue a um profissional de mercado, da presidência do conselho, mantida com o controlador. O desenho pode ampliar a divisão de responsabilidades, mas a avaliação dependerá das decisões adotadas e dos resultados obtidos.
Entre os pontos a acompanhar estão a evolução da dívida, eventuais alienações, investimentos, geração de caixa e desempenho das áreas de siderurgia e mineração. A troca de comando não modifica automaticamente contratos, ações ou direitos dos acionistas.
Este conteúdo tem caráter jornalístico e informativo e não representa recomendação de compra ou venda de investimentos.