analistas .com.br
Mercados

Dólar abre a R$ 5,05 antes do segundo turno

Dólar começa a última sessão antes do segundo turno perto de R$ 5,05; inflação, pesquisas eleitorais, petróleo e balanços corporativos orientam o mercado.

Ativos citados
Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
Compartilhar
Colagem editorial com bolsa de valores, real, urna, Congresso e gráficos de mercado
Inflação e incerteza eleitoral orientam a última sessão antes do segundo turno. Imagem gerada por IA / Analistas

O dólar comercial abriu esta sexta-feira, 23 de outubro, cotado perto de R$ 5,05, na última sessão de negociação antes do segundo turno presidencial. Investidores acompanham o IPCA-15, as pesquisas das eleições de 2026, a alta do petróleo e os balanços corporativos, enquanto a bolsa brasileira tenta reagir depois de dois pregões de queda.

Abertura do dólar e da Bolsa

Por volta da abertura, a moeda americana era negociada a R$ 5,046 para venda, alta de 0,16% sobre o fechamento anterior. Desde o primeiro turno, o dólar tem oscilado principalmente entre R$ 5,00 e R$ 5,09.

O Ibovespa futuro mostrava variação pequena, refletindo forças opostas. O dado de inflação mensal abaixo do esperado ajudava os ativos locais, mas o empate nas pesquisas e a piora do ambiente externo limitavam o apetite por risco.

ReferênciaResultado informado
Dólar na aberturaR$ 5,046
Variação inicial+0,16%
Ibovespa no fechamento anterior204.120 pontos
Variação do Ibovespa na quinta-1,15%
IPCA-15 de outubro0,32%

As cotações mudam ao longo do dia. Os números de abertura são uma fotografia do início dos negócios e não devem ser tratados como fechamento.

IPCA-15 veio abaixo do esperado

A prévia da inflação subiu 0,32% em outubro, depois de avançar 0,70% em setembro. O resultado ficou abaixo da mediana de 0,45% projetada pelo mercado.

Uma inflação mensal menor tende a aliviar as taxas futuras de juros porque reduz parte da pressão sobre a política monetária. O efeito não é automático: o acumulado em 12 meses subiu para 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta.

Alimentação e bebidas avançou 0,88%, pressionando o orçamento das famílias. A composição impede uma leitura totalmente favorável e mantém dúvidas sobre a velocidade dos próximos cortes da Selic.

Publicidade

O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro. Até lá, os preços dos ativos continuarão reagindo a dados de inflação, atividade, câmbio e expectativas fiscais.

Empate eleitoral mantém cautela

O Datafolha divulgado na noite de quinta apontou Lula e Flávio Bolsonaro com 50% dos votos válidos cada um. Nos votos totais, Flávio tem 47% e Lula, 46%, diferença dentro da margem de erro.

Mercados costumam ajustar preços quando mudam as probabilidades atribuídas a políticas fiscais, estatais, impostos e regulação. Isso não significa que a Bolsa seja uma pesquisa eleitoral ou que investidores tenham informação sobre o resultado das urnas.

Como a disputa permanece aberta, parte dos participantes reduz posições ou compra proteção antes do fim de semana. O comportamento pode aumentar a oscilação de dólar, juros e ações, sobretudo nos ativos mais sensíveis a decisões do governo.

Petróleo e exterior também pesam

O preço do petróleo operava em alta no mercado internacional. O movimento favorece empresas produtoras, mas pode aumentar preocupações com inflação global e custos de combustíveis.

As bolsas americanas e europeias apresentavam viés negativo, influenciadas pela temporada de balanços e pelo volume de investimentos em inteligência artificial. Quando o exterior reduz a disposição a risco, mercados emergentes podem sentir saída de capital mesmo que existam notícias domésticas positivas.

O dólar também responde a juros internacionais, demanda por proteção e fluxos comerciais. A eleição é relevante, mas não explica sozinha cada variação da moeda.

Publicidade

Ibovespa ainda acumula ganho desde o primeiro turno

Na quinta-feira, o Ibovespa caiu 1,15% e terminou aos 204.120 pontos. Apesar das perdas recentes, o índice permanecia cerca de 6% acima do patamar anterior ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Esse ganho mostra que uma sessão negativa não apaga o movimento do mês. Ao mesmo tempo, desempenho passado não garante continuidade depois da eleição. A reação dependerá do resultado, dos primeiros sinais da equipe econômica e das condições internacionais.

Empresas exportadoras, bancos, estatais e companhias voltadas ao consumo podem responder de formas diferentes. Uma alta do índice não significa que todas as ações subiram; da mesma maneira, uma queda pode esconder ganhos relevantes em alguns setores.

O que acompanhar durante o pregão

O mercado observará as taxas dos títulos públicos e dos contratos futuros de juros depois do IPCA-15. Uma queda das taxas pode beneficiar ações de empresas mais sensíveis ao custo do capital, enquanto uma abertura pode pressionar varejo, construção e companhias endividadas.

Também entram no radar os balanços, incluindo o resultado do Bradesco, e dados de empresas como Embraer. Notícias específicas podem produzir movimentos diferentes do cenário geral.

À noite, o debate presidencial da Globo pode influenciar a percepção para o fim de semana. Como a B3 estará fechada, uma eventual reação será concentrada na abertura de segunda-feira, já com o resultado eleitoral conhecido ou em fase avançada de apuração.

Para o investidor, a sessão combina evento econômico, risco político e ambiente externo. A cotação de abertura ajuda a entender o ponto de partida, mas a referência final será o fechamento depois que esses fatores forem absorvidos pelos participantes.

Publicidade
Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

Ver todas as matérias de Muniz →

Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

Leia também