O dólar comercial abriu esta quinta-feira (1º) cotado a R$ 5,190, alta de 0,30% sobre o fechamento anterior. O começo de outubro combina dois vetores capazes de mexer com os preços no Brasil: a reta final antes do primeiro turno das eleições e a nova pressão do petróleo no exterior.
Por volta das 9h, o Brent para dezembro avançava cerca de 1,9%, aos US$ 99,89 por barril. A alta veio após a China suspender exportações de derivados, reforçando a percepção de oferta mais apertada. Para empresas como a Petrobras, petróleo maior pode favorecer receitas, embora o efeito dependa de câmbio, política comercial e custos.
Por que o câmbio reage
Pesquisas eleitorais e a proximidade da votação elevam a procura por proteção e a volatilidade em dólar, juros e Bolsa. Uma sessão, porém, não determina tendência. O petróleo também afeta o real por canais opostos: favorece exportações, mas pode pressionar combustíveis, inflação e expectativas de juros.
Além da política, o mercado acompanha Brent, curva de juros e Wall Street. Exportadoras podem ganhar apoio de um dólar mais forte, enquanto companhias dependentes de insumos importados enfrentam custos maiores.
Os dados foram reportados pelo UOL Economia com base nas cotações desta manhã. Os níveis citados retratam a abertura, não o fechamento nem uma recomendação de investimento.