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Economia

Focus: inflação prevista para 2026 cai a 5,16% e Selic pode recuar

Focus reduz projeção do IPCA 2026 para 5,16% e mantém Selic estimada em 14%, com aposta de corte de juros até dezembro. Dólar segue em R$ 5,20.

EQ
Equipe Analistas Equipe Editorial
Publicado em: 13/07/2026
Boletim Focus corta projeção de inflação para 5,16% em 2026

Mercado reduz projeção do IPCA pela segunda semana seguida e mantém aposta de que o Banco Central cortará juros até dezembro. Dólar segue estimado em R$ 5,20 no fim do ano.

A inflação projetada pelo mercado financeiro para 2026 voltou a cair. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (13) mostra que a estimativa para o IPCA do ano recuou de 5,30% para 5,16% — o segundo corte semanal consecutivo. As demais projeções para 2026 (PIB, dólar e Selic) ficaram estáveis.

O movimento acompanha o alívio nos preços observado na prática: segundo o IBGE, o IPCA de junho ficou em 0,16%, o menor resultado mensal desde outubro de 2025, ajudado pela primeira queda nos preços dos alimentos desde novembro. Foi o quarto mês seguido de perda de força da inflação, que acumula 4,64% em 12 meses — ainda acima do teto da meta de 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados até maio.

Juros vão cair? O que esperar do Copom em agosto

A Selic está hoje em 14,25% ao ano, definida pelo Copom em 17 de junho. Como o Focus projeta a taxa em 14% no fim de 2026 — estimativa mantida pela terceira semana seguida —, o mercado embute ao menos um corte de juros até dezembro. A próxima reunião do comitê está marcada para 4 e 5 de agosto.

O ciclo recente foi duro: de setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa subiu sete vezes, chegando a 15% ao ano — maior patamar desde julho de 2006 — e permanecendo nesse nível até março deste ano. Quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando consumo e produção; quando sobe, encarece empréstimos e favorece aplicações em renda fixa, esfriando a economia para conter preços.

Os números do Focus desta semana

  • IPCA 2026: 5,16% (era 5,30% na semana anterior);
  • PIB 2026: crescimento de 1,99%, estável pela segunda semana; 1,65% em 2027 e 2% em 2028;
  • Dólar: R$ 5,20 no fim de 2026; R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,34 em 2028;
  • Selic: 14% no fim de 2026; 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

O relatório completo pode ser consultado na página do Boletim Focus no Banco Central.

E no bolso do trabalhador?

O INPC — índice que mede a inflação das famílias com renda de um a cinco salários mínimos e serve de base para reajustes salariais de diversas categorias — fechou junho em 0,14% e acumula 4,33% em 12 meses. O IPCA, por sua vez, cobre lares com renda de um a 40 mínimos (o salário mínimo atual é de R$ 1.621).

O que fica no radar

Com inflação desacelerando há quatro meses e projeções em queda, cresce a pressão para o Copom iniciar os cortes já na reunião de agosto. A decisão dos dias 4 e 5 será o próximo grande teste da agenda econômica — e definirá o rumo do crédito, dos financiamentos e da renda fixa no segundo semestre.

Dados do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13). Com informações da Agência Brasil.

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