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Economia

Focus reduz Selic de 2026 para 13,50%, mas eleva inflação a 4,92%

Boletim Focus de 21 de setembro reduz projeções para Selic e PIB em 2026, eleva IPCA e mantém dólar em R$ 5,20. Veja os números e o que significam.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com relatório econômico, gráfico de projeções, calculadora e edifício do Banco Central.
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 21 de setembro, reduziu a mediana das previsões para a Selic no fim de 2026 de 13,75% para 13,50% ao ano. Ao mesmo tempo, a estimativa para o IPCA deste ano subiu de 4,90% para 4,92%. Os números são expectativas de instituições consultadas pelo Banco Central, não decisões de juros nem inflação já registrada.

A coleta que embasa esta edição vai até sexta-feira, 18 de setembro. O recuo na previsão para a taxa no fim do ano vem após o Copom cortar a Selic para 13,75% na reunião da semana passada. Isso não garante outro corte: o comitê ainda avaliará os próximos dados.

O que mudou no Focus desta semana

Indicador para 2026Focus anteriorFocus de 21/9
Selic no fim do ano13,75% ao ano13,50% ao ano
IPCA no ano4,90%4,92%
Crescimento do PIB1,89%1,88%
Dólar no fim do anoR$ 5,20R$ 5,20

As medianas arredondadas são as divulgadas para o ano de 2026. Elas foram conferidas nas séries oficiais de expectativas do Banco Central, com datas de referência de 11 e 18 de setembro. O relatório é publicado na segunda-feira, mas reúne respostas colhidas até a sexta anterior.

Inflação prevista segue acima do limite de tolerância

A estimativa de IPCA em 4,92% está acima dos 4,50% que formam o limite superior de tolerância em torno da meta de 3%. Uma previsão acima desse limite não significa, por si, descumprimento formal da meta: desde 2025, o regime considera a inflação acumulada em 12 meses, apurada mês a mês, e exige seis meses consecutivos fora da faixa para caracterizar o descumprimento.

Para 2027, a mediana do IPCA ficou em 4,30%. O número mostra que os participantes ainda projetam inflação superior ao centro da meta no próximo ano. Essas projeções podem mudar conforme saiam novos dados de preços e atividade.

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PIB perde um pouco de força; câmbio fica estável

A previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2026 passou de 1,89% para 1,88%, movimento pequeno, mas na direção de menor expansão. Para 2027, a mediana recuou de 1,45% para 1,43% após arredondamento.

O dólar esperado para o fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Trata-se de uma estimativa para dezembro, não da cotação observada no mercado nesta segunda-feira. O mesmo cuidado vale para a Selic projetada: a taxa atual continua em 13,75% ao ano.

Próximos dados podem alterar as expectativas

A ata do Copom sai nesta terça-feira e dará mais detalhes sobre a avaliação do Banco Central. Na sexta-feira, o IBGE divulgará o IPCA-15 de setembro. As duas publicações ajudam a entender o cenário que poderá influenciar as próximas rodadas do Focus.

A agenda econômica completa da semana reúne os horários. Nenhuma projeção do relatório representa recomendação de investimento ou compromisso do Copom com uma trajetória específica dos juros.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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