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Johnson & Johnson eleva projeção após receita subir 5,9%

Grupo fatura US$ 25,4 bilhões no trimestre e prevê US$ 101,2 bilhões no ano; encargos extraordinários derrubam lucro por ação reportado no período.

Ativos citados
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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem clean com frasco médico, equipamento de saúde e curva de projeção em alta
Colagem editorial sobre os resultados da Johnson & Johnson. Imagem gerada por IA / Analistas

A Johnson & Johnson registrou receita de US$ 25,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 5,9% em um ano. A companhia elevou sua projeção e agora espera faturar aproximadamente US$ 101,2 bilhões no ano inteiro.

O balanço foi divulgado na terça-feira, 13 de outubro. O lucro por ação reportado ficou em apenas US$ 0,09 por causa de encargos extraordinários. Em base ajustada, que retira esses efeitos, o valor foi de US$ 2,59.

Resultado em números

Indicador3º trimestre de 2026
Receita globalUS$ 25,399 bilhões
Crescimento reportado5,9%
Lucro por ação reportadoUS$ 0,09
Lucro por ação ajustadoUS$ 2,59
Nova previsão de receita anualUS$ 101,2 bilhões
Nova previsão de lucro ajustado por açãoUS$ 11,10

A empresa elevou em US$ 0,06 o ponto médio de sua previsão anual de lucro ajustado por ação. A nova estimativa de US$ 11,10 representa crescimento de 2,9%.

Projeções não são resultados garantidos. Elas dependem de vendas, câmbio, aprovação de produtos, custos e execução no último trimestre.

Por que o lucro reportado ficou tão baixo

O lucro por ação de US$ 0,09 foi afetado por uma cobrança especial ligada à proposta de acordo em processos sobre talco. Aquisições e uma parceria estratégica também tiveram impacto.

A empresa citou a compra da Firefly Bio e a colaboração com a Sail Biomedicines. Esses negócios geram custos imediatos, mas são feitos com a expectativa de produzir medicamentos e receita no futuro.

A diferença entre US$ 0,09 e US$ 2,59 é grande. O primeiro é o valor contábil do trimestre. O segundo remove itens definidos pela companhia para facilitar a comparação da operação.

Para o investidor, nenhum dos dois números deve ser ignorado. O ajustado mostra a atividade recorrente; o reportado inclui custos que realmente afetam o patrimônio, mesmo quando são considerados pontuais.

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Medicamentos crescem mais que dispositivos

A divisão de medicamentos inovadores faturou US$ 16,76 bilhões, alta de 7,7%. Em base operacional, sem efeito cambial, o crescimento foi de 7,9%.

A unidade de tecnologia médica teve receita de US$ 8,64 bilhões, avanço de 2,5%. Essa área inclui equipamentos e soluções usados em cirurgias e outros procedimentos.

Nos Estados Unidos, as vendas cresceram 9,1%, para quase US$ 15 bilhões. Nos mercados internacionais, avançaram 1,5%, para US$ 10,44 bilhões. O resultado mostra que o mercado americano foi o principal motor do trimestre.

Novos produtos entram no radar

A companhia destacou avanços regulatórios em medicamentos e equipamentos. Entre eles está a autorização do sistema robótico OTTAVA para cirurgia de tecidos moles.

Também houve aprovação do IMAAVY para anemia hemolítica autoimune quente e análise prioritária do RYBREVANT FASPRO para câncer avançado de cabeça e pescoço.

Uma autorização não significa venda imediata em grande escala. O produto ainda depende de adoção por hospitais e médicos, cobertura de planos de saúde, preço e capacidade de produção.

O que muda para pacientes

O balanço não altera automaticamente preço ou disponibilidade de medicamentos no Brasil. Ele mostra quais áreas estão recebendo investimento e quais produtos podem ampliar a oferta de tratamento.

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Para pacientes, o impacto prático depende de aprovação da Anvisa, incorporação por planos ou pelo SUS e condições comerciais. Uma aprovação nos Estados Unidos não vale automaticamente em outros países.

O crescimento do negócio de medicamentos também precisa ser analisado junto com expiração de patentes e concorrência de genéricos ou biossimilares. Quando a proteção de um produto termina, preços e participação de mercado podem cair.

O setor de saúde combina demanda relativamente estável com custos altos de pesquisa. A UnitedHealth também elevou sua projeção anual, mas atua principalmente em planos e serviços, não na mesma área de medicamentos da Johnson & Johnson.

Riscos legais continuam

Os processos relacionados ao talco seguem relevantes. A cobrança especial reconhecida no trimestre está ligada a uma proposta de resolução, mas o desfecho depende de etapas jurídicas.

Litígios podem afetar caixa, reputação e previsão de lucro. Como valores e prazos podem mudar, o investidor deve acompanhar os documentos apresentados aos reguladores e os próximos balanços.

O que acompanhar

O último trimestre mostrará se a empresa consegue atingir a nova meta de US$ 101,2 bilhões em receita. Também será importante observar o crescimento de medicamentos, a recuperação da área de tecnologia médica e novos custos ligados a aquisições.

Para o usuário, a mensagem central é simples: as vendas cresceram e a companhia ficou mais otimista com 2026. O lucro contábil, porém, foi reduzido por custos extraordinários. Separar crescimento operacional de efeitos jurídicos e de aquisições evita uma leitura incompleta do resultado.

Nos próximos meses, aprovações regulatórias e vendas dos principais medicamentos mostrarão se a nova projeção é conservadora ou difícil de atingir. O acompanhamento deve incluir tanto a receita quanto o caixa usado em acordos e aquisições.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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