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Morgan Stanley fatura US$ 20,3 bilhões no trimestre

Banco aumenta receita e lucro no terceiro trimestre, registra US$ 232 bilhões em novos ativos e alcança US$ 10,5 trilhões sob gestão de clientes.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Ilustração editorial em estilo colagem clean gerada por IA / Analistas

O Morgan Stanley registrou receita líquida de US$ 20,338 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 11,6% sobre os US$ 18,224 bilhões do mesmo período de 2025. O lucro líquido atribuível ao banco chegou a US$ 4,909 bilhões, ante US$ 4,610 bilhões um ano antes. O lucro diluído por ação subiu de US$ 2,80 para US$ 3,03.

O balanço divulgado nesta quarta-feira, 14 de outubro, destacou o desempenho das áreas de valores mobiliários e gestão de patrimônio. O retorno sobre o patrimônio tangível ficou em 22,6%, enquanto os ativos totais de clientes em Wealth Management e Investment Management alcançaram US$ 10,5 trilhões.

Principais números do trimestre

Indicador3º trimestre de 20263º trimestre de 2025
Receita líquidaUS$ 20,338 bilhõesUS$ 18,224 bilhões
Lucro líquidoUS$ 4,909 bilhõesUS$ 4,610 bilhões
Lucro por açãoUS$ 3,03US$ 2,80
Receita de Wealth ManagementUS$ 9,065 bilhõesUS$ 8,234 bilhões
Receita de Institutional SecuritiesUS$ 10,029 bilhõesUS$ 8,523 bilhões
Retorno sobre patrimônio tangível22,6%23,5%

“O Morgan Stanley apresentou outro trimestre forte”, afirmou o presidente-executivo Ted Pick no comunicado de resultados.

O crescimento da receita foi mais rápido do que o avanço do lucro porque as despesas também subiram. Gastos com remuneração aumentaram para US$ 7,997 bilhões e as despesas não relacionadas à remuneração chegaram a US$ 5,715 bilhões. O índice de eficiência permaneceu em 67%.

O banco ainda reconheceu US$ 148 milhões em provisões para perdas de crédito, contra nenhum valor na mesma linha um ano antes. A quantia é pequena em relação à receita do grupo, mas lembra que a qualidade da carteira continua relevante em um ambiente de juros altos.

Ações lideram banco de investimento

A divisão de Institutional Securities faturou US$ 10,029 bilhões, alta de 17,7% em um ano. A receita com ações saltou de US$ 4,116 bilhões para US$ 5,799 bilhões, apoiada por maior atividade dos clientes e desempenho da franquia global. Esse avanço compensou a redução em renda fixa, cuja receita caiu de US$ 2,169 bilhões para US$ 2,011 bilhões.

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Investment Banking gerou US$ 2,159 bilhões, ligeiramente acima dos US$ 2,108 bilhões do terceiro trimestre de 2025. O resultado sugere recuperação moderada em assessoria, emissões e negócios, sem a mesma aceleração observada na mesa de ações.

O desempenho mostra como a diversificação reduz a dependência de uma única fonte. Negociação pode ganhar força com volatilidade, enquanto fusões e emissões respondem à confiança empresarial e ao custo de financiamento. O mix muda de trimestre para trimestre.

Gestão de patrimônio bate recorde

Wealth Management registrou receita recorde de US$ 9,065 bilhões, crescimento de 10,1%. A margem antes de impostos alcançou 30,4%. A área recebeu US$ 232,4 bilhões em novos ativos líquidos no trimestre, quase três vezes os US$ 81 bilhões de um ano antes.

Os fluxos para contas remuneradas por taxas chegaram a US$ 80,5 bilhões, contra US$ 41,9 bilhões. Os ativos desse tipo somaram US$ 3,155 trilhões, e os empréstimos da divisão cresceram para US$ 201,1 bilhões. Taxas de administração sobre uma base maior oferecem receita mais recorrente do que negociação, embora dependam do nível dos mercados.

Investment Management, por outro lado, teve receita de US$ 1,459 bilhão, inferior aos US$ 1,651 bilhão do ano anterior. Os ativos sob gestão cresceram para US$ 2,046 trilhões, e os fluxos líquidos de longo prazo permaneceram positivos em US$ 15,8 bilhões. A combinação mostra que ativos maiores nem sempre produzem crescimento imediato de receita na mesma proporção.

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O que o resultado revela sobre Wall Street

O balanço reforça a força das grandes instituições financeiras americanas, mas também expõe diferenças entre modelos. Morgan Stanley depende fortemente de mercados de capitais e patrimônio, ao contrário de bancos com grande rede de varejo. Volatilidade, preços de ações e captação de clientes têm peso especial.

Juros altos podem elevar algumas receitas financeiras, mas reduzem avaliações de ativos, esfriam negócios e pressionam tomadores de crédito. A inflação acima do esperado divulgada no mesmo dia aumentou os rendimentos dos Treasuries e tornou o ambiente mais exigente para empresas e investidores.

O resultado completa a rodada iniciada pelos grandes bancos dos Estados Unidos e ajuda a explicar a reação de Wall Street aos balanços.

O que acompanhar agora

O mercado observará se os US$ 232 bilhões de novos ativos representam entradas duradouras ou movimentos concentrados de grandes clientes. A margem de Wealth Management, a receita com ações e a evolução das despesas serão os principais pontos nos próximos trimestres.

Também importa a capacidade de converter escala em lucro. O banco administra ou supervisiona US$ 10,5 trilhões para clientes, mas precisa manter tecnologia, assessores e controles de risco. Crescimento com eficiência estável é positivo; deterioração prolongada de custos poderia limitar o benefício da receita recorde.

Fontes consultadas: comunicado oficial de resultados do Morgan Stanley e documentação entregue à SEC.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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