A MRV (MRVE3) aprovou a cessão de recebíveis imobiliários à Província Securitização para lastrear uma emissão de R$ 177 milhões em certificados de recebíveis imobiliários. A decisão societária ocorreu em 17 de setembro e foi comunicada ao mercado.
A estrutura prevê 177 mil CRIs com valor nominal de R$ 1 mil cada. A emissão será dividida em três classes: R$ 162,84 milhões em certificados seniores, R$ 11,505 milhões em mezanino e R$ 2,655 milhões em subordinados.
Por que existem três classes
As classes definem prioridade de pagamento e absorção de perdas. Em geral, a tranche sênior recebe antes e assume risco menor que as classes mezanino e subordinada, mas as condições exatas são as dos documentos da oferta.
A aprovação não deve ser tratada como dinheiro já reconhecido em caixa. A operação ainda envolve cessão dos créditos, emissão e liquidação dos certificados conforme as condições estabelecidas.
A página de MRVE3 reúne dados do papel, quando disponíveis.
Remuneração e uso da estrutura
Para a classe sênior, os documentos indicam remuneração definida por procedimento de mercado, limitada ao maior entre 11,40% ao ano e a taxa do título público atrelado ao IPCA com vencimento em 2029 acrescida de 3 pontos percentuais ao ano.
Ao transformar recebíveis futuros em recursos presentes, a securitização pode apoiar liquidez e financiar operações. Em contrapartida, a empresa transfere fluxos que seriam recebidos mais adiante e assume custos da estrutura.
Para acionistas, os pontos centrais são o valor líquido captado, o custo efetivo, a qualidade dos créditos e o impacto sobre dívida e caixa. Esses efeitos deverão aparecer nos próximos demonstrativos.
Fontes consultadas: deliberação societária da MRV e documentos da 193ª emissão da Província Securitização. Este conteúdo não constitui recomendação.