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Multa derruba lucro do Bank of America para US$ 6,9 bi

Banco eleva receita e juros recebidos, mas acordo regulatório de US$ 1,2 bilhão reduz lucro; sem a cobrança, resultado ajustado seria de US$ 8,1 bilhões.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem clean com banco, documentos regulatórios e gráfico de lucro em queda
Colagem editorial sobre o balanço e o acordo regulatório do Bank of America. Imagem gerada por IA / Analistas

O Bank of America lucrou US$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 17% em relação aos US$ 8,3 bilhões registrados um ano antes. O resultado foi reduzido por uma cobrança regulatória de US$ 1,2 bilhão relacionada a um acordo sobre controles contra lavagem de dinheiro.

Sem esse efeito, o banco calcula que o lucro ajustado teria sido de US$ 8,1 bilhões, ou US$ 1,08 por ação. O lucro contábil foi de US$ 0,91 por ação.

Resultado em números

Indicador3º tri de 20263º tri de 2025
Receita líquida de jurosUS$ 16,4 biUS$ 15,2 bi
Receita totalUS$ 30,0 biUS$ 29,0 bi
Lucro líquidoUS$ 6,9 biUS$ 8,3 bi
Lucro por açãoUS$ 0,91US$ 1,04
Lucro ajustadoUS$ 8,1 bi—

A receita total cresceu 3%, apoiada pelo aumento da renda líquida de juros e pelas tarifas de gestão de ativos. O efeito foi parcialmente compensado por receitas menores de negociação e banco de investimento.

A renda líquida de juros mostra a diferença entre o que o banco recebe em empréstimos e títulos e o que paga em depósitos e outras fontes de recursos. Ela subiu 8%, para US$ 16,4 bilhões.

O peso do acordo regulatório

A cobrança de US$ 1,2 bilhão não é uma despesa normal de operação. Ela está ligada a penalidades anunciadas por autoridades americanas por falhas no sistema de prevenção à lavagem de dinheiro e no reporte de operações suspeitas.

O banco reconheceu o valor no terceiro trimestre. Como a cobrança não pode ser deduzida dos impostos, o impacto sobre o lucro foi mais direto. A empresa estimou redução de US$ 0,17 no lucro por ação.

É importante não confundir o lucro ajustado com o reportado. Os US$ 6,9 bilhões são o resultado contábil do período. Os US$ 8,1 bilhões mostram como a administração avalia o trimestre sem a penalidade.

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Empréstimos continuam crescendo

Os empréstimos e arrendamentos médios chegaram a US$ 1,23 trilhão, alta de 6% em um ano. Foi o décimo trimestre consecutivo de crescimento na comparação com o período imediatamente anterior.

No fim de setembro, o saldo total de empréstimos e arrendamentos era de US$ 1,25 trilhão, acima dos US$ 1,17 trilhão de um ano antes. Os depósitos somavam US$ 2,04 trilhões.

Mais crédito pode aumentar a receita de juros, mas também eleva a exposição a inadimplência. O banco separou US$ 1,27 bilhão para perdas de crédito, valor próximo dos US$ 1,30 bilhão do terceiro trimestre de 2025.

As baixas líquidas de créditos considerados incobráveis foram de US$ 1,35 bilhão. Elas representaram 0,44% dos empréstimos médios, abaixo de 0,47% um ano antes.

Consumidor e investimentos

A unidade de banco para pessoas físicas teve lucro de US$ 3,5 bilhões. Os ativos de investimento de consumidores alcançaram US$ 664 bilhões, crescimento de 14%.

Esse aumento reflete tanto novas aplicações quanto a valorização de mercado. Para saber a qualidade do crescimento, é necessário acompanhar também fluxos líquidos, quantidade de clientes e tarifas cobradas.

O banco devolveu recursos aos acionistas por dividendos e recompra de ações. A redução do número de ações ajuda o lucro por ação, mas usa caixa que poderia reforçar capital ou financiar crescimento.

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O que muda para o cliente

O balanço não anuncia mudança imediata em tarifas ou crédito. Ele mostra que o banco continua expandindo empréstimos e recebendo mais com juros. Para o consumidor, isso deve ser acompanhado junto com as taxas cobradas em cartões, financiamentos e contas.

A penalidade regulatória também importa porque controles fracos podem gerar risco operacional e custo de correção. O banco afirmou que investiu em tecnologia e aumentou a equipe dedicada ao combate a crimes financeiros.

No Brasil, o tema dialoga com a discussão sobre proteção de clientes e devolução de valores. Recentemente, bancos brasileiros devolveram R$ 1,3 bilhão ligado a apostas, mostrando como regras de controle podem afetar instituições e usuários.

O que acompanhar

Os próximos balanços mostrarão se a renda de juros continuará crescendo e se os custos de conformidade aumentarão depois do acordo. Também será importante observar inadimplência e provisões.

O trimestre teve duas histórias diferentes. A operação ganhou receita e ampliou empréstimos. A penalidade, porém, reduziu o lucro reportado. Para o investidor, separar esses dois efeitos é essencial para entender o desempenho real e os riscos ainda presentes.

O usuário também deve acompanhar se os investimentos prometidos em controles reduzem novos problemas. Uma multa pontual pode ser absorvida por um banco desse porte, mas falhas repetidas aumentam custos e podem limitar negócios.

No crédito, a expansão dos saldos ainda veio com indicadores de perdas relativamente estáveis. Esse equilíbrio precisa continuar: crescer muito sem avaliar corretamente o risco pode produzir inadimplência maior no futuro.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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