O PL deverá começar 2027 com 28 senadores, a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O partido elegeu 19 nomes entre as 54 vagas disputadas e manteve parlamentares cujos mandatos seguem até 2031.
As projeções colocam o PT com nove senadores e o MDB com oito, considerando eleitos agora e integrantes com mandato remanescente. A formação definitiva dependerá da posse, de suplências em exercício e de decisões judiciais.
A eleição também produziu recorde feminino. Doze mulheres foram eleitas, o maior número em um único pleito desde a redemocratização. Somadas às senadoras com mandato vigente e às suplentes no exercício, a bancada pode alcançar 18 integrantes, ou 22,2% das 81 cadeiras.
Como o PL chegou a 28 cadeiras
O Senado renovou dois terços. Cada estado e o Distrito Federal escolheram dois representantes. O PL venceu 19 vagas e conquistou cinco dobradinhas, elegendo os dois senadores no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.
O partido tinha 15 integrantes no início da legislatura atual e começou 2026 com 13. O salto projetado resulta do desempenho eleitoral e dos senadores de 2022 que permanecem. Como o mandato dura oito anos, a composição muda gradualmente.
Ser a maior bancada amplia presença em comissões e peso no Colégio de Líderes, mas não assegura controle. A maioria absoluta exige 41 votos. Emenda constitucional depende de 49 senadores em dois turnos. O PL precisará de acordos para eleger a presidência e aprovar matérias.
Quem são as 12 mulheres eleitas
Foram eleitas Mara Rocha, no Acre; Marina JHC, em Alagoas; Rayssa Furlan, no Amapá; Luizianne, no Ceará; Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal; Gracinha Caiado, em Goiás; Marília Campos, em Minas Gerais; Marília Arraes, em Pernambuco; Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte; Teresa Surita, em Roraima; e Carol de Toni, em Santa Catarina.
O Distrito Federal elegeu duas mulheres na mesma disputa pela primeira vez e deverá ter representação totalmente feminina, pois Damares Alves mantém mandato. O Amapá elegeu sua primeira senadora. O Piauí passa a ser a única unidade que nunca elegeu uma mulher para a Casa.
Apesar do recorde, a representação continua distante da proporção das mulheres na população. O dado de 18 inclui suplentes no exercício e pode variar conforme licenças e retornos.
O novo equilíbrio
O avanço do PL ocorreu junto da maior bancada da Câmara. A combinação dá forte influência parlamentar. Ainda assim, Câmara e Senado têm regras próprias e lideranças eleitas separadamente.
Os resultados estaduais estão em Eleições 2026. Para o Senado, os dois candidatos mais votados em cada unidade são eleitos, sem quociente partidário.
Até a posse, partidos negociarão mesas diretoras e comissões. A fotografia indica fortalecimento da direita e aumento da presença feminina, mas a governabilidade seguirá dependente de coalizões.
Fontes da apuração: TSE; Agência Senado; Agência Câmara; Constituição e Regimento do Senado.
Poder de decisão do Senado
Além de votar leis, o Senado aprova indicações para o Supremo Tribunal Federal, Banco Central, agências reguladoras e embaixadas. Também julga processos de impeachment e autoriza operações financeiras de estados e municípios. Uma bancada de 28 integrantes terá peso elevado nessas decisões, embora continue abaixo da maioria absoluta.
A presença feminina recorde poderá influenciar prioridades e ocupação de cargos internos. O resultado numérico, porém, não implica posição política uniforme: as eleitas pertencem a diferentes partidos e correntes ideológicas.