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Política

Três pesquisas mostram eleição aberta no 2º turno

Quaest, Meio/Ideia e Futura divulgam novos números do segundo turno; Flávio aparece numericamente à frente, mas disputa segue aberta.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial neutra com urna eletrônica, mapa do Brasil e três relatórios de pesquisas eleitorais
Colagem editorial neutra sobre as pesquisas eleitorais divulgadas em 21 de outubro. Imagem gerada por IA / Analistas

Três levantamentos divulgados nesta quarta-feira, 21 de outubro, mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no segundo turno, mas sem vantagem estatisticamente confirmada. Quaest, Meio/Ideia e Futura retratam uma disputa aberta a quatro dias da votação, cenário que exige comparar metodologia e margem antes de interpretar as pesquisas eleitorais e a política.

Comparativo dos votos totais

InstitutoFlávio BolsonaroLulaOutros/indecisosMargem de erro
Quaest45%44%11%2 p.p.
Meio/Ideia48%46%6%2,5 p.p.
Futura48,9%46,8%4,3%2,2 p.p.

As três pesquisas colocam Flávio à frente no número central. Em todas, porém, a diferença entre os candidatos é igual ou menor que a margem informada. Isso impede afirmar com segurança estatística quem lidera no conjunto do eleitorado.

Os percentuais não devem ser somados nem tratados como uma única amostra. Cada instituto entrevistou pessoas diferentes, em datas e métodos próprios.

Como ficam os votos válidos

Meio/Ideia e Futura divulgaram o mesmo placar arredondado nos votos válidos: 51,1% para Flávio e 48,9% para Lula. Votos válidos retiram brancos, nulos e indecisos, seguindo o critério usado na apuração.

A Quaest publicou 45% a 44% nos votos totais. Uma conversão feita apenas com os números arredondados resulta em aproximadamente 50,6% a 49,4%, mas não substitui um cálculo oficial do instituto com a base completa.

InstitutoFlávio nos válidosLula nos válidos
Meio/Ideia51,1%48,9%
Futura51,1%48,9%
QuaestNão divulgado oficialmenteNão divulgado oficialmente

Como cada pesquisa foi feita

A Quaest ouviu 2.154 eleitores entre 17 e 20 de outubro, com margem de dois pontos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-08535/2026.

O Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas por telefone entre 15 e 19 de outubro. A margem é de 2,5 pontos e o registro é BR-08251/2026.

A Futura realizou 2.000 entrevistas telefônicas nos dias 19 e 20 de outubro. A margem é de 2,2 pontos, com registro BR-06614/2026.

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Essas diferenças ajudam a explicar por que os percentuais totais variam. Pesquisa presencial e telefônica podem alcançar perfis distintos, ainda que os institutos façam ponderações para aproximar a amostra do eleitorado.

O que mudou na Futura

Na rodada anterior da Futura, Flávio tinha 48,3% dos votos totais e Lula, 47,5%. Agora, os percentuais são 48,9% e 46,8%. As oscilações foram de 0,6 e 0,7 ponto, abaixo da margem de 2,2 pontos.

Isso significa que a rodada mais recente não confirma, sozinha, crescimento de Flávio ou queda de Lula. O resultado central mudou, mas a variação pode decorrer da incerteza natural da amostra.

Por que empate técnico não significa empate exato

O termo indica que os intervalos possíveis dos candidatos se sobrepõem. Um candidato pode estar realmente à frente, mas a pesquisa não possui precisão suficiente para confirmar a ordem.

Também existe incerteza além da margem amostral: decisão de última hora, comparecimento, erro de memória e diferenças na aplicação do questionário podem afetar o resultado.

O que acompanhar até domingo

Novas rodadas serão divulgadas antes da votação de 25 de outubro. O mais útil será observar se vários institutos passam a apontar movimento na mesma direção e se as mudanças superam suas margens.

Até aqui, a síntese das três pesquisas de quarta-feira é objetiva: Flávio aparece numericamente à frente, Lula continua próximo e o resultado permanece aberto dentro da precisão informada pelos levantamentos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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