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UBS lucra US$ 2,7 bi e capta US$ 55 bi

Banco suíço aumentou o lucro em 8%, recebeu US$ 55,1 bilhões em novos ativos na gestão de fortunas e elevou receitas.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com cidade suíça, torre bancária, mapa global, moedas e gráfico de crescimento
O UBS teve lucro de US$ 2,69 bilhões no terceiro trimestre e recebeu novos recursos de clientes. Imagem: Analistas/IA.

O UBS registrou lucro líquido de US$ 2,69 bilhões no terceiro trimestre de 2026, avanço de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. O balanço divulgado nesta quarta-feira (28) mostrou crescimento das receitas e forte entrada de recursos na gestão de fortunas, em um trimestre importante para as ações de bancos e para o mercado de juros global.

Receita avançou 5%

A receita total chegou a US$ 13,35 bilhões, aumento anual de 5%. O lucro antes de impostos somou US$ 3,59 bilhões, alta de 27%.

Em base ajustada, que retira efeitos específicos da integração do Credit Suisse e outros itens, o lucro antes de impostos foi de US$ 4,08 bilhões, crescimento de 14%.

Indicador3º trimestre de 2026Variação anual
Receita totalUS$ 13,35 bilhões+5%
Lucro antes de impostosUS$ 3,59 bilhões+27%
Lucro líquido aos acionistasUS$ 2,69 bilhões+8%
Lucro por açãoUS$ 0,85+12%
Retorno sobre capital CET114,8%+1,3 p.p.

Gestão de fortunas recebeu US$ 55 bilhões

A divisão Global Wealth Management recebeu US$ 55,1 bilhões em novos ativos líquidos. O total de ativos investidos no segmento subiu US$ 35 bilhões frente ao trimestre anterior e alcançou US$ 4,98 trilhões.

As receitas ajustadas da área cresceram 8%, para US$ 6,9 bilhões. O avanço veio de taxas recorrentes e de receita financeira maior.

Esse dado é relevante porque a gestão de fortunas gera receitas que tendem a acompanhar o volume de recursos administrados. Uma entrada forte amplia a base sobre a qual o banco cobra taxas.

Banco de investimento também cresceu

O banco de investimento teve lucro antes de impostos de US$ 838 milhões. Em base ajustada, foram US$ 854 milhões.

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As receitas ajustadas da divisão aumentaram 6%, para US$ 3,22 bilhões. O resultado foi sustentado por Global Markets, enquanto Global Banking teve desempenho mais fraco.

No grupo, as despesas operacionais caíram 2%, para US$ 9,65 bilhões. A melhora ajudou o UBS a completar o sexto trimestre consecutivo de alavancagem operacional positiva, quando as receitas crescem mais que os custos.

Integração do Credit Suisse continua

O banco ainda registra despesas ligadas à incorporação do Credit Suisse. No terceiro trimestre, os custos e efeitos contábeis relacionados à integração reduziram o lucro reportado antes de impostos em cerca de US$ 490 milhões.

Ao mesmo tempo, a redução dessas despesas em algumas divisões ajudou a comparação anual. O resultado ajustado é útil para acompanhar a operação corrente, mas o valor contábil mostra quanto efetivamente chegou ao balanço.

O que observar nas ações do UBS

O UBS espera encerrar 2026 com índice de capital CET1 perto da meta de 14%. A instituição também afirmou que o ambiente continua marcado por volatilidade macroeconômica, tensão geopolítica e incerteza política.

Os próximos pontos de atenção serão a continuidade da entrada de recursos, os custos da integração e as futuras exigências de capital na Suíça. O trimestre foi forte, mas a capacidade de transformar a incorporação do Credit Suisse em ganhos permanentes de eficiência seguirá no centro da avaliação dos investidores.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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