A Vale confirmou um acordo para adquirir 30% da mineradora Ligga por meio de aporte de aproximadamente US$ 190 milhões. A operação inclui um contrato de longo prazo para compra, pela Vale, de todo o minério de ferro do tipo sinter feed produzido pela Ligga. A conclusão ainda depende de aprovações corporativas e regulatórias usuais.
A Ligga opera a mina Ferro Sul, nos municípios de Parauapebas e Curionópolis, na região de Carajás, no Pará. Segundo os termos divulgados pela Vale, há um projeto para ampliar a capacidade de produção de cerca de 2 milhões para 8 milhões de toneladas anuais, com entrada em operação prevista para junho de 2028. Trata-se de uma projeção do empreendimento, não de capacidade já instalada.
Por que a Vale quer a participação?
A companhia afirma que o contrato pode assegurar acesso de longo prazo a minério de ferro de qualidade e dar maior flexibilidade ao portfólio do Sistema Norte, aproveitando infraestrutura logística existente. O aporte compra uma participação minoritária na Ligga; não representa aquisição integral da empresa.
A Vale detalhou o acordo em resposta a questionamento da B3. A companhia disse entender que a operação não configurava fato relevante, motivo pelo qual não havia divulgado os termos anteriormente. Isso não altera o fato de que a transação está sujeita a condições para ser concluída.
Os pontos a acompanhar serão as aprovações, o cronograma do projeto e o início efetivo de fornecimento. O acordo se soma a outras decisões da Vale, como a discussão sobre o futuro da Vale Base Metals, mas não deve ser confundido com esse projeto.