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Analista de Câmbio: o que faz, salário e como se tornar um

O Analista de Câmbio viabiliza operações de compra e venda de moeda estrangeira dentro das regras do Banco Central, atuando na ponte entre bancos, empresas de comércio exterior e o mercado cambial.

O que faz um Analista de Câmbio?

O Analista de Câmbio trabalha na estrutura que viabiliza operações de compra e venda de moeda estrangeira — desde uma remessa internacional simples até contratos de câmbio comercial ligados a exportação e importação. Atua conferindo documentos, registrando operações nos sistemas do Banco Central e garantindo que tudo esteja de acordo com a regulação cambial brasileira.

É uma função de bastidor essencial para bancos, corretoras de câmbio e empresas com forte relação com o exterior, unindo conhecimento financeiro a uma boa dose de atenção regulatória.

Principais funções no dia a dia

  • Análise de operações de câmbio

    Avalia relatórios, cotações e características de contratos de câmbio, submetendo casos mais complexos a alçadas decisórias.

  • Operacionalização de contratos

    Confere documentos, instrumentos contratuais e garantias antes de fechar uma operação de câmbio.

  • Registro no Banco Central

    Registra as operações nos sistemas do Bacen, seguindo as naturezas e finalidades cambiais definidas pelo regulador.

  • Fechamento de operações

    Executa o fechamento de câmbio para clientes, com base nas regras de finalidade estabelecidas pelo Bacen.

  • Suporte a clientes e comercial

    Atende dúvidas de clientes sobre operações de câmbio e dá apoio à área comercial em negociações mais complexas.

  • Documentação para comércio exterior

    Elabora carta-remessa e demais documentos para operações de exportação e importação.

Quanto ganha um Analista de Câmbio?

Segundo dados do CAGED processados pelo Portal Salário (CBO 2525-10), a remuneração em 2025 varia entre R$ 4.586,04 (piso) e R$ 9.050,75 (teto):

Nível Salário mensal
JúniorR$ 4.344,81
PlenoR$ 5.821,99
SêniorR$ 7.537,09

Fonte: Portal Salário / CAGED-MTE, CBO 2525-10, salário-base em regime CLT. Veja também nossa calculadora de salário líquido e as cotações atualizadas de dólar no site.

Formação necessária

O perfil mais recorrente tem ensino superior completo, sem uma área exclusiva dominante — Economia, Administração e Comércio Exterior são as formações mais frequentes. Não existe uma certificação obrigatória para a função, mas cursos sobre regulamentação cambial do Banco Central e certificações amplas de mercado financeiro (ANBIMA) contam pontos na contratação.

Plano de carreira

  1. 1

    Assistente de Câmbio

    Apoia a conferência de documentos e o registro de operações mais simples de câmbio.

  2. 2

    Analista de Câmbio Júnior

    Processa operações de câmbio com supervisão, já lidando diretamente com clientes em casos padrão.

  3. 3

    Analista de Câmbio Pleno

    Conduz operações mais complexas de câmbio comercial e financeiro com autonomia.

  4. 4

    Analista de Câmbio Sênior

    Estrutura operações de maior porte e atua como referência técnica em regulação cambial.

  5. 5

    Coordenador / Gerente de Câmbio

    Responde pela mesa de câmbio de um banco ou pela área de comércio exterior de uma empresa.

Perguntas frequentes

Onde um Analista de Câmbio pode trabalhar?

A maioria das vagas está em bancos, corretoras de câmbio e instituições autorizadas pelo Banco Central a operar no mercado cambial. Empresas com forte atuação em comércio exterior (importadoras e exportadoras) também contratam analistas de câmbio para gerenciar o risco cambial de suas operações internacionais.

Preciso de alguma certificação para trabalhar com câmbio?

Não existe uma certificação obrigatória específica como o CNPI para investimentos. Cursos sobre regulamentação cambial do Banco Central e comércio exterior são bem vistos, e certificações mais amplas de mercado financeiro (como as da ANBIMA) também ajudam, especialmente em bancos.

Quanto ganha um Analista de Câmbio?

Segundo dados do CAGED processados pelo Portal Salário (CBO 2525-10), a remuneração em 2025 varia entre um piso de R$ 4.586,04 e um teto de R$ 9.050,75. Por senioridade, o nível júnior tem média de R$ 4.344,81, o pleno R$ 5.821,99 e o sênior R$ 7.537,09.

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Este conteúdo é informativo e educacional. Dados salariais têm caráter estatístico e podem variar conforme empresa, região e negociação individual.