O abono salarial de 2026, referente ao trabalho em 2024, está sendo pago a milhões de brasileiros e pode chegar a R$ 1.621. Veja quem tem direito, como calcular o valor, onde consultar e, principalmente, até quando o dinheiro pode ser sacado.
Um dinheiro extra está na conta de milhões de trabalhadores brasileiros. Trata-se do abono salarial PIS/Pasep de 2026, um benefício pago anualmente pelo governo a quem trabalhou de carteira assinada. O pagamento deste ano tem como referência o ano-base de 2024, ou seja, contempla quem trabalhou formalmente naquele ano.
O valor não é fixo: ele é proporcional ao tempo trabalhado e pode chegar a um salário mínimo, hoje em R$ 1.621. Abaixo, reunimos tudo o que você precisa saber para não deixar esse dinheiro na mesa.
Quem tem direito ao abono?
Para receber o abono salarial em 2026, o trabalhador precisa cumprir quatro requisitos, todos referentes ao ano de 2024:
- Estar inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos.
- Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024 (consecutivos ou não).
- Ter recebido, em média, até dois salários mínimos por mês ao longo de 2024.
- Ter os dados informados corretamente pelo empregador ao governo (via eSocial ou RAIS).
Se você não cumpre um desses critérios, infelizmente não terá direito ao benefício neste ciclo.
Quanto dá para receber?
O valor do abono é proporcional ao número de meses trabalhados em 2024. A conta é simples: cada mês trabalhado equivale a 1/12 (um doze avos) do salário mínimo atual.
Na prática, quem trabalhou apenas um mês recebe cerca de R$ 135, enquanto quem trabalhou os 12 meses do ano leva o valor cheio de R$ 1.621. Para estimar o seu, basta dividir R$ 1.621 por 12 e multiplicar pelo número de meses que você trabalhou em 2024. Vale lembrar que o valor máximo acompanha o salário mínimo de 2026.
PIS ou Pasep? Qual é a diferença?
Muita gente confunde, mas a diferença é simples e define onde você recebe o dinheiro. O PIS é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada e é pago pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep é voltado aos servidores públicos e é pago pelo Banco do Brasil.
Ou seja, se você trabalha em uma empresa privada, seu abono está na Caixa; se é servidor público, no Banco do Brasil.
Como consultar e receber
Descobrir se você tem direito e qual o valor é gratuito e pode ser feito pelo celular. A forma mais prática é pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital (disponível para Android e iOS), na aba "Benefícios". Também dá para consultar pelo portal gov.br ou ligando para a Central Alô Trabalho, no número 158.
O dinheiro costuma ser creditado automaticamente para quem tem conta na Caixa (no caso do PIS) ou no Banco do Brasil (Pasep), mas também pode ser sacado por outros meios, como o aplicativo Caixa Tem, terminais de autoatendimento e agências.
Atenção ao prazo de saque
Este é o ponto mais importante para não perder o benefício. O calendário de pagamento é organizado pelo mês de nascimento do trabalhador, e os depósitos deste ciclo já foram liberados ao longo do ano. Mas quem ainda não sacou tem prazo: o dinheiro fica disponível para retirada até o fim de 2026.
Passado esse prazo, o valor não sacado retorna ao governo, e o trabalhador perde o direito àquele abono. Por isso, se você tem direito e ainda não recebeu, vale conferir o quanto antes.
Não confunda com as cotas antigas
Um lembrete útil para evitar confusão: o abono salarial é diferente das antigas cotas do Fundo PIS/Pasep. Aquelas cotas, que eram um saldo acumulado ao longo dos anos, foram extintas e incorporadas ao FGTS em 2020. O abono salarial, por sua vez, é um pagamento anual que continua valendo para quem cumpre os requisitos.
Por fim, um alerta de segurança: a consulta e o saque são gratuitos e feitos apenas pelos canais oficiais do governo, da Caixa e do Banco do Brasil. Desconfie de links suspeitos por SMS ou WhatsApp e de qualquer pessoa que cobre taxas para "liberar" o benefício. Isso é golpe.