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Ambev lucra R$ 4,4 bi e anuncia recompra

Lucro ajustado avançou 14,3% no terceiro trimestre, enquanto a companhia aprovou recompra de até 190 milhões de ações.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com garrafas sem marca, latas, moedas, gráfico de crescimento e símbolo de recompra
A Ambev elevou o lucro ajustado e aprovou um novo programa de recompra de ações. Imagem: Analistas/IA.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,39 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,3% em um ano. O balanço divulgado nesta quinta-feira (29) também trouxe um programa de recompra de até 190 milhões de ações, notícia relevante para quem acompanha ABEV3 na B3.

Receita e Ebitda cresceram

A receita líquida consolidada chegou a R$ 21,59 bilhões, avanço reportado de 3,6% sobre o terceiro trimestre de 2025. Na comparação orgânica, que busca retirar efeitos de câmbio e mudanças de perímetro, o crescimento foi de 7,6%.

O Ebitda ajustado somou R$ 7,27 bilhões. O aumento foi de 3% em valores reportados e de 8,9% na leitura orgânica. A margem Ebitda ajustada ficou em 33,7%, com expansão orgânica de 0,4 ponto percentual.

Indicador3º trimestre de 2026Variação anual
Receita líquidaR$ 21,59 bilhões+3,6% reportado
Ebitda ajustadoR$ 7,27 bilhões+3% reportado
Lucro líquido ajustadoR$ 4,39 bilhões+14,3%
Lucro por ação ajustadoR$ 0,28+15,4%
Fluxo de caixa operacionalR$ 7,68 bilhões+11%

O lucro líquido contábil, sem os ajustes usados pela companhia, foi de R$ 4,37 bilhões. Esse valor caiu 10,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A diferença mostra por que o investidor deve observar as duas medidas e entender os itens excluídos do resultado ajustado.

Recompra pode alcançar R$ 2,9 bilhões

O conselho de administração aprovou a aquisição de até 190 milhões de ações ordinárias em 18 meses. Pelo preço de fechamento de 28 de outubro, o limite correspondia a aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

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A recompra não significa que todo o volume será adquirido imediatamente. A empresa pode executar o programa aos poucos, de acordo com as condições de mercado e sua estratégia de capital.

Quando uma companhia recompra seus próprios papéis, reduz a quantidade de ações em circulação caso elas sejam canceladas. Isso pode elevar a participação proporcional dos acionistas restantes e o lucro por ação, mas o efeito depende do preço pago e do destino dos papéis.

Cerveja no Brasil voltou a crescer

O volume consolidado avançou 0,8% na leitura orgânica. No Brasil, o volume de cerveja aumentou 0,5%, enquanto bebidas não alcoólicas cresceram 3,6%.

A receita de Cerveja Brasil alcançou R$ 10,14 bilhões, alta de 4,8%. O Ebitda ajustado dessa operação chegou a R$ 3,54 bilhões, crescimento orgânico de 1%, com redução de 1,3 ponto percentual na margem.

A Ambev informou que a indústria brasileira de cerveja cresceu aproximadamente 4% no trimestre. A companhia atribuiu o movimento à Copa do Mundo, mesmo com pressão sobre a renda disponível e condições climáticas variadas.

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O portfólio premium teve crescimento de volume na faixa dos dois dígitos altos. As cervejas sem álcool avançaram perto de 40%, enquanto as marcas do segmento mais tradicional recuaram.

Plataformas digitais ganharam espaço

O volume financeiro movimentado pelo marketplace do BEES cresceu aproximadamente 57% no trimestre. No Zé Delivery, o avanço foi de 16%, acompanhado por aumento de 12% no número de compradores mensais.

Esses canais ajudam a empresa a ampliar distribuição, conhecer hábitos de consumo e vender produtos de terceiros. Ao mesmo tempo, exigem investimento em tecnologia, marketing e logística.

O que observar em ABEV3

O balanço combina crescimento orgânico de receita, melhora do lucro ajustado e geração de caixa mais forte. A recompra acrescenta um componente de retorno aos acionistas.

Os pontos de atenção são a queda do lucro contábil, a pressão sobre a margem da operação brasileira de cerveja e o ritmo moderado dos volumes. Para os próximos trimestres, investidores devem acompanhar preços, custos de insumos, consumo das famílias e a velocidade de execução da recompra.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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