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BrasilAgro (AGRO3) fecha ano-safra com prejuízo de R$ 90 milhões

Companhia reverteu lucro anual, mas melhorou a operação agrícola. Administração propôs R$ 30 milhões em dividendos, sujeitos à aprovação.

Ativos citados
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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Colagem minimalista de lavoura, relatório financeiro e estruturas agrícolas representando o resultado da BrasilAgro
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

A BrasilAgro (AGRO3) encerrou o exercício de 2026 com prejuízo líquido de R$ 90 milhões, revertendo o lucro de R$ 138 milhões registrado no ano anterior. Apesar da piora no resultado final, a operação agrícola apresentou recuperação e a administração propôs distribuir R$ 30 milhões em dividendos. A proposta ainda será submetida à assembleia de acionistas.

Os números correspondem ao ano-safra encerrado em 30 de junho. No quarto trimestre fiscal, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 13,9 milhões, ante lucro de R$ 61,2 milhões no 4T25. A receita líquida operacional cresceu 12% na mesma comparação, para R$ 255,9 milhões.

Venda de fazendas explica boa parte da diferença

A principal mudança anual ocorreu na venda de propriedades. A receita com venda de fazendas caiu de R$ 241,3 milhões em 2025 para R$ 4,1 milhões em 2026, redução de 98%. Considerando todas as atividades, a receita líquida recuou 20%, de R$ 1,12 bilhão para R$ 895,7 milhões.

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O modelo de negócios da BrasilAgro combina a produção de grãos, fibras, cana-de-açúcar e pecuária com a aquisição, transformação e venda de propriedades rurais. Por isso, a ausência de grandes negociações de fazendas pode provocar diferenças relevantes entre exercícios, mesmo quando a operação agrícola melhora.

Gráfico mostra lucro líquido de R$ 138 milhões em 2025 e prejuízo de R$ 90 milhões em 2026 na BrasilAgro
Resultado líquido anual da BrasilAgro. Elaboração: Analistas, com dados da companhia.

Operação agrícola melhorou no trimestre

No 4T26, a receita operacional avançou para R$ 255,9 milhões, impulsionada principalmente pela soja. A receita da cultura cresceu 76%, com 96,4 mil toneladas faturadas no trimestre. A concentração das vendas no fim do exercício refletiu a estratégia de carregar estoques ao longo da safra.

O Ebitda ajustado das operações foi de R$ 56,6 milhões no trimestre, ante resultado praticamente zerado no mesmo período anterior. No acumulado anual, alcançou R$ 97,3 milhões, crescimento de 11%. O resultado de derivativos também melhorou, passando de perda de R$ 12,3 milhões para ganho de R$ 27,3 milhões.

Dividendos propostos somam R$ 30 milhões

Mesmo sem base positiva para o dividendo obrigatório sobre o lucro do exercício, a administração propôs uma distribuição de R$ 30 milhões usando o saldo remanescente de reserva de lucros. O valor indicado é de R$ 0,3012 por ação.

O pagamento não está aprovado. A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária prevista para outubro de 2026. Data-base, eventual negociação ex-dividendos e calendário de pagamento dependem da deliberação e dos documentos que serão divulgados pela companhia.

Valor das propriedades e próxima safra

A avaliação interna atribuiu às propriedades valor de mercado próximo de R$ 3,34 bilhões em 30 de junho, alta de 8,2% sobre a safra anterior. A medida é uma estimativa da própria companhia e não equivale a caixa disponível ou preço garantido de venda.

Para a safra seguinte, a empresa projetou crescimento de aproximadamente 9% na produção de grãos. Clima, produtividade, preços de commodities, câmbio e custo financeiro continuam entre as variáveis capazes de alterar o resultado. O desempenho do agronegócio também apareceu entre os destaques recentes dos índices da B3 em agosto.

O prejuízo anual, a melhora operacional e os dividendos propostos são informações diferentes e devem ser analisadas separadamente. Este conteúdo é jornalístico e não representa recomendação de investimento.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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