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Ouro sobe 10,11% e lidera índices da B3 em agosto; veja ranking

Índice futuro de ouro liderou a renda variável da B3 em agosto. BDRs, milho, agronegócio e setor imobiliário completaram o top 5.

Ativos citados
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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Colagem minimalista com barra de ouro, edifícios corporativos e plantação representando os índices da B3 em agosto
Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O índice ligado aos contratos futuros de ouro negociados na B3 (B3SA3) subiu 10,11% em agosto de 2026 e liderou o desempenho mensal entre os indicadores de renda variável calculados pela bolsa. O índice de BDRs ficou em segundo lugar, enquanto milho e agronegócio também apareceram entre os destaques. Parte desses indicadores serve de referência para ETFs negociados no Brasil.

O levantamento foi divulgado pela B3 na noite de quinta-feira (3). Ele compara a variação dos índices ao longo de agosto e não representa o retorno de uma carteira recomendada. O resultado mostra quais segmentos ganharam mais no mês, mas não antecipa o comportamento de setembro.

Ouro abriu vantagem no ranking de agosto

O IFGOLD B3 avançou 10,11% e terminou o mês com uma distância de 4,07 pontos percentuais para o segundo colocado. O índice acompanha contratos futuros de ouro negociados na bolsa brasileira. Portanto, sua variação não deve ser tratada automaticamente como a cotação à vista do metal ou como o desempenho exato de qualquer fundo negociado em bolsa.

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Na segunda posição, o BDRX B3 ganhou 6,04%. O indicador reúne BDRs não patrocinados, recibos que permitem acompanhar no mercado brasileiro ações de companhias estrangeiras. A valorização do índice pode refletir tanto o comportamento dos ativos no exterior quanto o câmbio, de acordo com a metodologia e a exposição de cada recibo.

Gráfico de barras com os dez índices de renda variável da B3 que mais subiram em agosto de 2026
Ranking dos índices de renda variável com maior valorização em agosto de 2026. Elaboração: Analistas, com dados da B3.

Milho, agronegócio e setor imobiliário completam o top 5

O IFMILHO B3 ocupou o terceiro lugar, com alta de 3,73%. Logo depois apareceram o IAGRO B3, que avançou 3,47%, e o Índice Imobiliário B3, com valorização de 3,04%. O resultado colocou commodities agrícolas e empresas imobiliárias no grupo de maior desempenho do mês.

O movimento amplia o interesse por referências ligadas ao campo em um período no qual crédito, eventos setoriais e expectativas para as safras seguem no radar. O Analistas também acompanha esse contexto na cobertura da Expointer 2026 e do crédito rural.

Veja os dez índices que mais subiram

Depois dos cinco primeiros, o Índice Industrial B3 avançou 2,12% e o Índice Futuro de Boi Gordo B3 ganhou 1,91%. O Ibovespa B3 BR+ teve alta de 0,94%, o índice de empresas do Novo Mercado subiu 0,89% e o Índice de Materiais Básicos B3 fechou a lista, com 0,72%.

A ordem completa foi: IFGOLD B3, 10,11%; BDRX B3, 6,04%; IFMILHO B3, 3,73%; IAGRO B3, 3,47%; Índice Imobiliário B3, 3,04%; Índice Industrial B3, 2,12%; IFBOI B3, 1,91%; Ibovespa B3 BR+, 0,94%; IGC-NM B3, 0,89%; e IMAT B3, 0,72%.

Quais ETFs aparecem associados aos índices

No levantamento, a B3 relaciona GOLB11, GLDI11, GOLX11 e OURO11 ao IFGOLD B3. O CORN11 aparece ligado ao índice futuro de milho; AGRI11, ao IAGRO B3; e BBOI11, ao índice futuro de boi gordo. Para o Ibovespa B3 BR+, foram citados NBOV11, B3BR11 e BRAZ11.

Essa associação não significa que a cota de cada ETF necessariamente tenha variado exatamente como o respectivo índice. Taxa de administração, custos, liquidez, horário de negociação, composição e diferença de acompanhamento podem produzir desvios. Também é importante separar essa categoria de produtos de estruturas híbridas, como o DINF11, que combina ações e debêntures de infraestrutura.

O que o ranking diz — e o que ele não diz

O ranking oferece uma fotografia do mês encerrado. Ele permite comparar grupos de ativos em uma mesma janela, mas não informa sozinho o risco assumido, a volatilidade diária, a liquidez ou a rentabilidade em prazos maiores. Um índice que lidera em agosto pode perder posições em setembro sem que haja contradição entre os dois resultados.

Também não é adequado comparar diretamente todos os indicadores como se fossem equivalentes. Ouro, BDRs, contratos agrícolas, ações imobiliárias e empresas industriais respondem a fatores diferentes, como juros, câmbio, preços internacionais, atividade econômica e expectativas específicas de cada setor.

Ibovespa teve desempenho mais contido no mês

A presença do Ibovespa B3 BR+ apenas na oitava posição reforça que a liderança ficou concentrada em exposições mais específicas. O principal índice acionário do país também atravessou sessões de forte oscilação no início de setembro. No fechamento mais recente, Vale e Petrobras pesaram e encerraram uma sequência de altas da Bolsa.

Para acompanhar os próximos movimentos, a comparação mensal deve ser combinada com a evolução dos juros, do dólar, das commodities e dos mercados internacionais. Este conteúdo é jornalístico e não representa recomendação de compra ou venda de investimentos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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