A Brava Energia (BRAV3) iniciou a produção do poço PPT-52, no campo de Papa-Terra, após receber autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama.
O poço está em fase inicial de operação e a produção passa por estabilização. A companhia não divulgou a vazão inicial nem uma estimativa de volume estabilizado.
Primeiro poço de uma campanha integrada
O PPT-52 faz parte de uma campanha de quatro novos poços produtores nos campos de Papa-Terra, na Bacia de Campos, e Atlanta, na Bacia de Santos. Segundo a empresa, o cronograma segue conforme o planejado.
Antes da entrada em operação, o poço havia sido perfurado, completado e conectado ao sistema de produção. A fase de estabilização permite realizar ajustes e medir o desempenho antes da divulgação de dados operacionais mais representativos.
Impacto ainda depende da vazão
A entrada de um novo poço pode elevar a produção do ativo, diluir custos fixos e melhorar a geração de caixa. No entanto, o efeito financeiro não pode ser calculado apenas com o anúncio, porque a Brava ainda não informou a vazão, o custo incremental nem o ritmo esperado de produção.
A empresa afirmou que divulgará novas informações à medida que a estabilização avançar e que houver resultados adicionais da campanha de perfuração.
Papa-Terra no portfólio da Brava
Papa-Terra é um dos ativos offshore da companhia. O desempenho dos novos poços será relevante para a trajetória de produção depois de meses marcados por oscilações operacionais.
Em agosto, a Brava informou produção consolidada de 81,6 mil barris de óleo equivalente por dia. A comparação com esse número só será adequada quando a produção do PPT-52 estiver estabilizada. Esta matéria não constitui recomendação de compra ou venda.