O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, sem restrições, a compra de 18 postos de combustíveis pelo Assaí (ASAI3) no estado de São Paulo. A decisão remove uma das condições regulatórias do negócio, anunciado em 17 de setembro.
A operação pode alcançar R$ 80 milhões. O desenho divulgado prevê R$ 40 milhões após a aprovação concorrencial, R$ 35 milhões no fechamento das aquisições das empresas e até R$ 5 milhões condicionados ao cumprimento de metas.
Aprovação não encerra todas as etapas
O aval do Cade significa que a autoridade concorrencial não identificou impedimento para a transação nos termos analisados. Ainda assim, o fechamento depende das demais condições contratuais, e a companhia informou anteriormente que só poderá assumir a operação de cada posto a partir de 31 de julho de 2027.
O Analistas detalhou como funciona a compra dos 18 postos e o plano de expansão do Assaí. A nova decisão não altera o preço máximo anunciado; ela faz o negócio avançar no rito regulatório.
Estratégia pode passar de 100 unidades
Os ativos devem servir de plataforma inicial para uma nova frente de negócios. O Assaí avalia expandir gradualmente a operação para mais de 100 postos, dependendo do retorno, da disponibilidade de áreas e das licenças.
A rede busca aproveitar o fluxo de veículos em suas lojas para ampliar serviços e frequência de clientes. O potencial de receita adicional vem acompanhado de nova complexidade: combustíveis têm margens, capital de giro, licenças e riscos regulatórios diferentes do atacarejo alimentar.
Para o investidor, os próximos pontos são a conclusão jurídica da compra, o cronograma de transferência, os investimentos necessários e a rentabilidade dos primeiros postos. A página de ASAI3 reúne dados do papel.
Fontes consultadas: despacho do Cade e comunicados do Assaí. Este conteúdo não constitui recomendação de investimento.