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Comgás cria mercado regulado para venda de biometano em São Paulo

Arsesp autoriza oferta de biometano no mercado cativo da Comgás. Modalidade começa com mais de 2,6 mil m³ por dia e pode chegar a 50 mil.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Tubulação de gás, folhas verdes e cidade de São Paulo em colagem editorial minimalista
A nova modalidade permite incorporar biometano ao fornecimento regulado de gás canalizado em São Paulo. Imagem: Analistas.com.br, criada com inteligência artificial.

A Comgás recebeu autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, a Arsesp, para oferecer biometano a clientes do mercado cativo de gás natural. A modalidade começa com contratação superior a 2,6 mil metros cúbicos por dia e pode alcançar 50 mil metros cúbicos diários, desde que as condições regulatórias e de oferta sejam atendidas.

Chamado Mercado Cativo Verde, o modelo permite que consumidores regulados contratem uma parcela renovável no fornecimento de gás canalizado. O combustível será injetado na rede e contabilizado dentro das regras aprovadas pela agência.

O que é biometano?

Biometano é um gás renovável obtido após a purificação do biogás produzido por resíduos orgânicos, aterros sanitários, esgoto ou atividades agroindustriais. Quando atende às especificações de qualidade, pode substituir o gás natural em usos industriais, comerciais e veiculares.

A molécula que chega ao consumidor não é separada fisicamente dentro da rede. O controle ocorre por contratos, medição e certificação da origem renovável, de forma semelhante a outros mecanismos de rastreabilidade energética.

Quem pode contratar?

A oferta mira inicialmente clientes industriais e projetos de refrigeração, cogeração e mobilidade. Empresas que utilizam gás em processos produtivos podem reduzir a parcela fóssil do consumo sem construir uma infraestrutura própria de transporte.

Isso não significa emissão zero. A avaliação ambiental precisa considerar produção, purificação, transporte e eventuais vazamentos. Ainda assim, o aproveitamento de resíduos pode evitar a liberação de metano e substituir combustíveis fósseis.

Qual é o tamanho da operação?

A Comgás informa ter mais de 24 mil quilômetros de rede em sua área de concessão. Essa capilaridade é um dos argumentos para escalar o combustível renovável sem duplicar dutos.

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O volume inicial, acima de 2,6 mil metros cúbicos por dia, é pequeno perto do mercado total de gás. O teto potencial de 50 mil metros cúbicos por dia mostra, porém, que a autorização foi desenhada para expansão gradual.

O crescimento depende de produtores capazes de entregar biometano dentro das especificações, contratos firmes e conexão adequada à rede. Não basta existir resíduo disponível.

O que muda para CGAS3, CGAS5 e CSAN3?

CGAS3 e CGAS5 representam ações da própria distribuidora. CSAN3 está ligada ao grupo Cosan, acionista da companhia. A iniciativa pode ampliar produtos e atender metas ambientais de clientes, mas o efeito financeiro dependerá de volume, margem, investimentos e regulação.

Uma autorização regulatória, isoladamente, não permite projetar lucro. O mercado também acompanha a situação societária e operacional do grupo. A Comgás apareceu recentemente entre as empresas que responderam a uma investigação sobre créditos de ICMS.

Por que São Paulo é relevante?

O estado concentra consumidores industriais e uma cadeia significativa de resíduos urbanos e agroindustriais. A combinação de demanda, produtores potenciais e rede existente pode acelerar contratos.

A nova modalidade também chega em um momento de expansão de projetos energéticos. Os leilões de energia previstos no país mostram a escala dos investimentos necessários para diversificar a matriz.

O Mercado Cativo Verde cria uma rota comercial regulada para o biometano. A confirmação de impacto econômico virá com contratos, volumes efetivamente injetados e preços aprovados para cada operação.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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