A Cosan (CSAN3), a Rumo (RAIL3) e a Comgás afirmaram que não foram notificadas pelo Ministério Público de São Paulo nem tiveram acesso aos autos de uma investigação sobre supostas irregularidades na liberação de créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda paulista.
As companhias se posicionaram depois de serem mencionadas em reportagens. A existência da apuração e a citação dos nomes não significam, por si, que as empresas tenham sido responsabilizadas ou consideradas culpadas.
O que disseram Cosan e Comgás
A Cosan informou que conhece apenas o conteúdo divulgado pela imprensa. A holding declarou possuir políticas de integridade e afirmou que colaborará caso seja formalmente procurada pelas autoridades.
A Comgás apresentou posição semelhante: disse ter tomado conhecimento pelo noticiário, não ter recebido notificação oficial e atuar de acordo com a legislação e seus padrões de governança.
Rumo abre investigação interna
A Rumo determinou uma apuração interna com apoio de assessoria externa independente. Segundo a companhia, o escopo poderá ser ampliado quando houver acesso aos autos e a informações oficiais.
A operadora ferroviária afirmou que permanecerá à disposição do Ministério Público e de outras autoridades. A iniciativa interna não substitui a investigação oficial nem antecipa suas conclusões.
O que está sendo investigado
O procedimento examina suspeitas relacionadas à liberação irregular de créditos tributários de ICMS. As reportagens mencionam intermediários e empresas que teriam utilizado serviços para acompanhar ou viabilizar pedidos de transferência desses créditos.
A utilização ou transferência de créditos de ICMS depende de regras, documentação e autorização administrativa. A apuração busca verificar se houve interferência indevida nesse processo.
Qual pode ser o efeito sobre CSAN3 e RAIL3
As companhias não divulgaram estimativa de impacto financeiro, provisão ou alteração operacional causada pela investigação. Sem acesso aos autos, não é possível determinar o alcance das alegações ou eventual exposição econômica.
Os próximos fatos relevantes serão uma eventual notificação formal, detalhes da apuração interna da Rumo e manifestações das autoridades. Qualquer cálculo de perda ou responsabilização seria especulativo neste momento.
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