O Índice de Confiança da Construção caiu 1,4 ponto em setembro, para 90,5 pontos, segundo o FGV IBRE. A média móvel trimestral recuou 0,4 ponto e chegou a 91,6.
Na comparação com setembro de 2025, o indicador está 2 pontos abaixo. O resultado mantém o setor distante do nível de 100 pontos, referência de neutralidade na metodologia da pesquisa.
Infraestrutura teve a maior piora
A queda foi mais intensa entre empresas de infraestrutura. As expectativas recuaram em todos os segmentos pesquisados, sinal de cautela disseminada em relação aos próximos meses.
O índice reúne avaliações sobre a situação atual e as perspectivas do setor. Uma leitura abaixo de 100 não significa contração automática da produção, mas indica predominância de respostas desfavoráveis no levantamento.
O movimento ocorre após deterioração em outras áreas produtivas. Em agosto, o Analistas mostrou que a confiança da indústria caiu 3,5 pontos, com piora da demanda e aumento de estoques.
O que pode explicar a cautela
Juros ainda elevados encarecem financiamento imobiliário e capital de giro, enquanto custos de materiais, mão de obra e incerteza sobre novos projetos pressionam decisões de investimento. Em infraestrutura, cronogramas públicos e concessões também influenciam a percepção empresarial.
O indicador é qualitativo e antecedente. Ele ajuda a identificar mudança de humor, mas não substitui dados de emprego, produção, vendas de materiais ou lançamentos.
Nos próximos meses, será importante observar se a queda de expectativas se traduz em desaceleração de obras e contratações ou se há recuperação com novas concessões e redução do custo de crédito.
Fonte consultada: Sondagem da Construção de setembro de 2026 do FGV IBRE.