analistas .com.br
Mercado Financeiro

Criptomoedas foram o 2º investimento mais buscado em agosto, diz Yubb

Criptomoedas ficaram atrás apenas dos CDBs nas buscas do Yubb em agosto. Ranking mede consultas na plataforma, não número total de investidores.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
Compartilhar
Moeda digital genérica, celular com busca e certificado bancário em colagem sobre o Brasil
Criptomoedas ficaram atrás apenas dos CDBs nas buscas realizadas no Yubb em agosto. Ilustração: Analistas.com.br

As criptomoedas foram a segunda categoria de investimento mais buscada pelos brasileiros em agosto no Yubb, atrás apenas dos CDBs. O ranking mede pesquisas realizadas dentro da plataforma e não significa que os ativos digitais sejam o segundo investimento mais possuído no país.

O resultado, divulgado pelo buscador de investimentos e repercutido pelo Valor Investe e pelo Portal do Bitcoin, coincide com a forte recuperação do mercado cripto durante o mês. O Bitcoin avançou quase 27% em reais em agosto e liderou levantamentos de rentabilidade entre diferentes classes de ativos.

O que o ranking do Yubb mede

O Yubb funciona como um buscador e comparador de investimentos. O levantamento acompanha quais categorias receberam mais consultas dos usuários da plataforma durante determinado período.

Portanto, a classificação revela interesse e intenção de pesquisa. Ela não mede dinheiro efetivamente aplicado, número de contas, patrimônio investido nem preferência de toda a população brasileira.

Essa distinção é importante porque outros estudos chegam a posições diferentes ao medir adoção. Pesquisa Datafolha e Paradigma divulgada em agosto estimou que 17,2% dos brasileiros já investiram em criptomoedas, cerca de 29 milhões de pessoas. Nesse levantamento, os criptoativos aparecem como a quinta modalidade mais popular, não a segunda.

Publicidade

Por que as criptomoedas subiram nas buscas

O avanço ocorreu depois de um mês favorável aos ativos digitais. O Bitcoin terminou agosto com alta próxima de 27% em reais, superando ouro, BDRs, Nasdaq, Ibovespa e dólar nos rankings comparativos publicados no período.

Movimentos rápidos de preço normalmente aumentam a curiosidade de investidores que estavam fora do mercado. A ampliação dos canais de acesso, por meio de corretoras, bancos e ETFs, também facilita a pesquisa e a exposição à classe.

O desempenho de agosto, porém, não eliminou as perdas anteriores. Mesmo após a recuperação mensal, o Bitcoin ainda acumulava queda no ano em levantamentos encerrados naquele mês. O contexto foi detalhado pelo Analistas na matéria sobre a alta do Bitcoin em agosto.

CDB continua na liderança

Os Certificados de Depósito Bancário mantiveram a primeira posição entre as buscas. O resultado é coerente com o nível elevado dos juros brasileiros, que preserva a atratividade nominal da renda fixa.

O CDB é uma dívida emitida por banco. Rentabilidade, liquidez, prazo, tributação e risco variam conforme o produto e a instituição emissora. Parte dos títulos pode contar com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos dentro dos limites e condições vigentes, algo que não existe para a compra direta de criptomoedas.

Publicidade

A liderança dos CDBs e a segunda colocação de cripto mostram interesses diferentes convivendo na mesma base de usuários: proteção e previsibilidade de um lado, volatilidade e busca por valorização do outro.

Busca não é recomendação de investimento

O ranking não informa se o momento é adequado para comprar. Criptomoedas podem sofrer oscilações intensas, funcionam continuamente e não oferecem garantia de retorno ou proteção do FGC.

Também é necessário separar compra direta, ETF, fundo e produto oferecido por banco. Cada estrutura possui custos, custódia, tributação, liquidez e riscos próprios. O aumento recente do fluxo para ETFs de Bitcoin mostra uma das formas reguladas de exposição, mas não elimina a volatilidade do ativo subjacente.

Outro dado relevante é o crescimento das operações internacionais. Brasileiros gastaram US$ 2,6 bilhões com cripto no exterior, segundo estatísticas do setor externo, o que reforça a atenção de reguladores e autoridades tributárias.

O segundo lugar nas buscas é um sinal de interesse renovado após a alta de agosto. Não deve ser confundido com participação de mercado, recomendação ou garantia de que o desempenho positivo continuará.

Publicidade
Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

Ver todas as matérias de Muniz →

Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

Leia também