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Política

Datafolha mostra empate de 50% a 50%

Datafolha aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro nos votos válidos a dois dias do segundo turno; a margem de erro informada é de dois pontos.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com dois perfis, mapa do Brasil, urna e grupos de eleitores equilibrados
O Datafolha aponta empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno. Imagem gerada por IA / Analistas

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 50% dos votos válidos cada um na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 22 de outubro. O empate numérico, registrado a dois dias do segundo turno das eleições de 2026, confirma uma disputa aberta e reforça que pequenas diferenças dentro da margem de erro não permitem declarar liderança segura na política presidencial.

O resultado da pesquisa

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula, 46%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% não souberam responder.

Depois de excluir essas respostas, como faz a Justiça Eleitoral na apuração oficial, os dois candidatos ficam com 50% dos votos válidos. Os percentuais são arredondados, o que explica por que uma pequena diferença nos votos totais pode desaparecer no cálculo apresentado ao público.

CenárioFlávio BolsonaroLula
Votos totais47%46%
Votos válidos50%50%
Brancos e nulos5%—
Indecisos2%—

O Datafolha ouviu 2.154 eleitores de 16 anos ou mais entre 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha e está registrado no TSE sob o número BR-09709/2026.

O que significa o empate técnico

O empate técnico indica que, considerados os limites da amostra, não é possível afirmar qual candidato está à frente no conjunto do eleitorado. Ele não significa que cada um receberá exatamente metade dos votos no domingo.

A pesquisa consulta uma parcela da população e usa métodos estatísticos para estimar o comportamento do universo de eleitores. A margem de erro expressa a faixa de incerteza da amostra, mas não engloba todos os fatores que podem mudar até a votação, como decisões de última hora e diferenças de comparecimento.

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Também é importante observar que a margem se aplica aos percentuais de cada candidato, e não apenas à diferença entre eles. Em uma corrida tão apertada, oscilações pequenas podem mudar a ordem numérica sem representar uma transformação consolidada da preferência do eleitor.

Lula avançou na comparação com a rodada anterior

Na pesquisa anterior citada pelo Datafolha, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 52% dos votos válidos e Lula, 48%. Na nova rodada, o candidato do PL oscilou dois pontos para baixo e o presidente, dois pontos para cima.

RodadaFlávio BolsonaroLulaDiferença numérica
8 de outubro52%48%4 p.p.
22 de outubro50%50%0 p.p.

As mudanças são inferiores à margem de erro. Portanto, o resultado permite afirmar que houve aproximação nos números centrais, mas não prova sozinho uma transferência definitiva de eleitores.

A leitura mais segura vem da sequência das pesquisas e da comparação entre institutos. Mesmo assim, métodos diferentes podem produzir estimativas distintas. Entrevista presencial, telefone, questionário digital, datas de campo e critérios de ponderação influenciam cada levantamento.

Votos totais e votos válidos

Os 47% de Flávio e os 46% de Lula respondem à pergunta sobre intenção de voto considerando todos os entrevistados. Já os 50% a 50% resultam da exclusão de brancos, nulos e indecisos.

Na eleição, vence quem tiver a maioria dos votos válidos. Branco e nulo não são atribuídos a nenhum candidato e não entram na divisão que define o vencedor. A abstenção também fica fora porque corresponde a quem não comparece para votar.

Isso torna o comparecimento um fator relevante. Se grupos favoráveis a um candidato faltarem em proporção maior, a composição dos votos válidos pode mudar mesmo que a intenção declarada nas pesquisas permaneça parecida.

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Debate e últimas horas de campanha

Lula e Flávio participam nesta sexta-feira do último debate do segundo turno, promovido pela Globo. O confronto ocorre depois do Jornal Nacional e encerra a sequência de debates entre os candidatos antes da votação de domingo.

O debate pode ter efeito maior sobre eleitores que ainda não decidiram, admitem mudar ou definem o voto apenas na reta final. Não existe, porém, garantia de que um desempenho percebido como melhor se transforme automaticamente em votos.

As campanhas também usam as últimas horas para mobilizar apoiadores e reduzir a abstenção. Em uma disputa numericamente empatada, a organização para levar eleitores às urnas pode ser tão importante quanto convencer novos votantes.

A pesquisa não substitui a apuração

Levantamentos eleitorais retratam as respostas dadas durante o período de campo. Eles não contabilizam votos já depositados nem antecipam a apuração oficial.

O segundo turno será realizado no domingo, 25 de outubro. A votação termina às 17h no horário de Brasília, respeitados os fusos e as regras da Justiça Eleitoral, e a contagem oficial será divulgada pelo TSE.

O dado central do Datafolha é simples: nenhum candidato tem vantagem estatisticamente segura. O empate de 50% a 50% mostra que a decisão permanece nas mãos dos eleitores e que o resultado final dependerá dos votos válidos efetivamente registrados nas urnas.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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