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PoderData: Flávio tem 51% e Lula, 49%

Pesquisa PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos a três dias da eleição; diferença está na margem de erro.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com urna, mapa do Brasil, telefone e duas pilhas equilibradas de cédulas
A pesquisa PoderData/Aya indica uma disputa apertada a três dias do segundo turno. Imagem: Analistas/IA

Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva, 49%, na pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira, 22 de outubro. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro e mantém aberta a disputa das eleições de 2026. Na rodada anterior, publicada na segunda-feira, Flávio aparecia com 52% e Lula com 48%, resultado incluído no levantamento das pesquisas mais recentes.

O que mostra a nova pesquisa

O PoderData ouviu 4.000 eleitores por telefone entre 19 e 21 de outubro. As entrevistas foram distribuídas por 865 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro informada é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e tem parceria de divulgação com o Aya Bancah. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07926/2026.

Resultado em votos válidosPercentual
Flávio Bolsonaro51%
Lula49%
Diferença numérica2 pontos percentuais
Margem de erro1,6 ponto percentual

Votos válidos excluem brancos, nulos e eleitores que não declararam uma escolha válida. É a mesma forma usada pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial. Nos percentuais totais, antes dessa exclusão, o retrato inclui também essas respostas e por isso os números dos candidatos são menores.

Há empate técnico

Flávio aparece numericamente à frente, mas o intervalo de incerteza permite combinações em que a ordem se inverte. Aplicada de forma simples, a margem levaria Flávio a uma faixa entre 49,4% e 52,6%, enquanto Lula ficaria entre 47,4% e 50,6%.

Como as faixas se sobrepõem, o resultado é classificado como empate técnico. Isso não significa que os dois candidatos tenham exatamente a mesma intenção de voto. Significa que a amostra não oferece segurança estatística suficiente para afirmar, apenas com essa medição, quem está efetivamente na liderança do eleitorado.

Pesquisa eleitoral é uma fotografia da intenção de voto durante a coleta; não é uma apuração antecipada nem uma previsão exata do resultado.

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A margem de erro também não cobre todos os riscos possíveis. Mudanças de última hora, diferença de comparecimento entre grupos, recusas às entrevistas e decisões tomadas depois da coleta podem produzir um resultado diferente no domingo.

Lula oscilou para cima; Flávio, para baixo

Na rodada imediatamente anterior do mesmo instituto, realizada de 16 a 18 de outubro e divulgada no dia 19, Flávio tinha 52% dos votos válidos e Lula, 48%. Na nova leitura, o candidato do PL perdeu um ponto e o presidente ganhou um ponto.

Rodada PoderData/AyaFlávioLulaDiferença
16 a 18 de outubro52%48%4 p.p.
19 a 21 de outubro51%49%2 p.p.

As duas variações ocorreram dentro da margem de erro. Por isso, não é possível afirmar que houve uma mudança definitiva de voto apenas comparando os números centrais. A leitura mais segura é que a vantagem numérica diminuiu e a disputa continua apertada.

Depois do primeiro turno, Flávio abriu a série do PoderData/Aya com seis pontos de vantagem. As rodadas seguintes mostraram aproximação, empate numérico e oscilações pequenas. A sequência é mais informativa que um levantamento isolado, mas ainda precisa ser lida com os limites de cada amostra.

Percepção de vitória favorece Flávio

Além da intenção de voto, a pesquisa perguntou quem os entrevistados acreditam que vencerá a eleição. Nesse quesito, 52% disseram que Flávio tem mais chance de ganhar, enquanto 42% apontaram Lula.

Essa pergunta mede expectativa, não preferência. Um eleitor pode votar em um candidato e acreditar que o adversário vencerá. A percepção pode influenciar mobilização e discurso de campanha, mas não entra no cálculo dos votos válidos.

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A diferença entre expectativa e intenção também mostra por que os dois indicadores não devem ser misturados. O placar de 51% a 49% tenta estimar a escolha declarada; o de 52% a 42% registra a avaliação dos entrevistados sobre o provável vencedor.

Como as entrevistas foram feitas

O PoderData utiliza ligações para celulares e telefones fixos. Para completar a amostra, o instituto realiza dezenas de milhares de chamadas até preencher grupos proporcionais de sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica.

Pesquisas telefônicas têm vantagens de velocidade e cobertura nacional, mas enfrentam recusas, chamadas não atendidas e diferenças no comportamento de quem aceita participar. A ponderação estatística busca aproximar a amostra do perfil do eleitorado, sem eliminar por completo todos os riscos de medição.

Comparações com outros institutos exigem cuidado porque cada pesquisa pode usar entrevista presencial, ligação com entrevistador, questionário automatizado ou recrutamento digital. Datas de campo, filtros de provável eleitor e critérios de ponderação também variam.

O que acontece até o segundo turno

A votação será realizada no domingo, 25 de outubro. Até lá, novos levantamentos podem ser divulgados, além dos últimos atos de campanha e debates. Cada fato pode influenciar eleitores que ainda não decidiram ou que admitem mudar o voto.

O resultado oficial dependerá também do comparecimento. Abstenção desigual entre regiões e grupos sociais pode alterar a composição dos votos válidos mesmo que a preferência declarada permaneça estável.

Para o leitor, o dado central é simples: o PoderData/Aya mostra Flávio dois pontos à frente, mas não permite apontar um vencedor estatisticamente seguro. A eleição segue aberta, e a única medição definitiva será a contagem oficial dos votos pela Justiça Eleitoral.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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