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Política

Debate da Globo hoje: horário, candidatos e ausência de Lula

Último debate presidencial antes do primeiro turno começa às 21h30. Veja participantes, onde assistir, regras e por que Lula não estará no encontro.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Estúdio de debate presidencial com quatro participantes, um púlpito vazio e mapa do Brasil
Debate da Globo terá quatro candidatos confirmados e um púlpito vazio após Lula comunicar que não participará. Colagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

A TV Globo realiza nesta quinta-feira, 1º de outubro, o último debate entre candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições de 2026. O programa começa às 21h30, no horário de Brasília, logo após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli.

Até a publicação desta matéria, estavam confirmados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi convidado, mas informou à emissora que não participará.

Que horas começa o debate da Globo hoje?

O debate presidencial está marcado para as 21h30 desta quinta-feira. Será transmitido ao vivo pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1. A programação ocupa, excepcionalmente, a faixa normalmente reservada à novela das 21h.

O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A previsão divulgada pela programação é que a transmissão avance pela noite, mas o horário de término pode variar conforme o andamento dos blocos e os intervalos.

Quem participa do debate presidencial

Quatro candidatos estavam confirmados até a manhã desta quinta-feira:

Flávio Bolsonaro, do PL, senador e candidato do partido à Presidência.

Ronaldo Caiado, do PSD, que participa da disputa depois de governar Goiás.

Augusto Cury, do Avante, escritor e médico psiquiatra.

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Romeu Zema, do Novo, que entrou na lista após decisão do Tribunal Superior Eleitoral.

A composição representa o quadro confirmado pela emissora e pelas campanhas antes do programa. Mudanças de última hora ainda podem ocorrer em transmissões ao vivo, embora não houvesse nova alteração anunciada até a publicação.

Por que Lula não vai ao debate da Globo?

A campanha de Lula comunicou oficialmente a ausência à Globo na quarta-feira (30). O presidente havia sido convidado e era um dos quatro participantes previstos inicialmente pela emissora.

Lula participará de uma entrevista no Flow Podcast a partir das 20h45, cerca de 45 minutos antes do início do debate. A escolha coloca o candidato em um formato de entrevista no mesmo período em que os adversários estarão reunidos no estúdio.

A ausência não impede a realização do programa. A legislação eleitoral permite que uma emissora mantenha o debate quando o candidato foi convidado dentro do prazo e decidiu não comparecer.

A decisão tem peso político, mas seu efeito sobre o eleitorado não pode ser medido antecipadamente. Aliados e adversários apresentam interpretações diferentes, enquanto pesquisas eleitorais devem ser analisadas com margem de erro, metodologia e data de coleta. O Analistas mostrou anteriormente que Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em levantamento eleitoral.

Por que Romeu Zema foi incluído

Romeu Zema passou a ter participação garantida após decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O entendimento considerou que o Novo possui atualmente uma bancada de cinco deputados federais.

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A Lei das Eleições estabelece a participação assegurada nos debates para candidatos de partidos ou federações que atendam ao requisito mínimo de representação parlamentar. A controvérsia envolveu qual momento deve ser usado para calcular o tamanho da bancada.

Com a decisão, a Globo incluiu Zema no encontro. A medida não representa apoio eleitoral nem avaliação sobre o desempenho do candidato nas pesquisas; trata-se de uma definição sobre a aplicação da regra de participação.

Por que Renan Santos ficou de fora

Renan Santos, candidato do Missão, também recorreu ao TSE para tentar participar. A campanha alegou que contatos anteriores feitos pela Globo sobre a cobertura eleitoral teriam criado expectativa de presença em debates e sabatinas.

O pedido foi negado. Nunes Marques entendeu que as regras adotadas pela emissora não obrigavam o convite a Renan, porque o partido não preenchia o critério parlamentar aplicado ao evento.

Intenção de voto e participação obrigatória em debate são questões distintas. Um candidato pode aparecer à frente de outro em determinada pesquisa e, ainda assim, não possuir vaga assegurada caso sua legenda não alcance o requisito legal ou não se enquadre nas condições acertadas para o programa.

Como serão as regras do debate

O formato prevê quatro blocos. Dois terão temas livres, escolhidos pelos próprios candidatos durante os confrontos. Nos outros dois, os assuntos serão determinados por sorteio.

A ordem de participação também será definida por sorteio. O cenário terá um mapa do Brasil no centro do palco, elemento que fará parte da dinâmica visual do programa. Os candidatos ficarão em púlpitos separados e terão tempos controlados para perguntas, respostas e direito de contestação.

As regras buscam distribuir oportunidades de fala, mas não impedem interrupções, pedidos de resposta ou advertências. César Tralli será responsável por conduzir o encontro, controlar os tempos e comunicar eventuais decisões da organização.

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O que deve entrar no debate

Economia, inflação, emprego, segurança pública, saúde, educação, política externa e equilíbrio das contas públicas estão entre os temas que podem aparecer. Como haverá blocos livres, os próprios candidatos poderão direcionar parte das discussões e escolher os adversários que desejam questionar.

Também é provável que fatos recentes da campanha sejam usados para confrontar os participantes. Declarações feitas ao vivo devem ser tratadas como posicionamentos dos candidatos até que dados, documentos e contexto possam ser verificados.

A disputa chega ao último debate depois de pesquisas mostrarem concentração das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro, com outros candidatos tentando ampliar espaço. Em levantamento anterior, o Datafolha registrou Lula com 38%, Flávio com 33% e avanço de Augusto Cury. Esses números não substituem pesquisas mais recentes nem antecipam o resultado das urnas.

Quando será o primeiro turno

O primeiro turno das eleições será realizado no domingo, 4 de outubro. Para vencer nessa etapa, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.

Se ninguém alcançar essa maioria, os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro. O debate desta quinta ocorre, portanto, três dias antes da votação e encerra o calendário de confrontos televisivos previsto para o primeiro turno.

Fontes consultadas: TV Globo, g1, Tribunal Superior Eleitoral, Lei das Eleições, UOL, O Globo, Terra e CNN Brasil.

Esta reportagem será atualizada caso a emissora, o TSE ou alguma campanha anuncie mudança relevante antes do início do debate.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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