O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados na disputa presidencial de 2026, segundo a pesquisa Vox Brasil divulgada neste sábado (29).
No cenário de primeiro turno, Lula registra 37,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 34,8%. A diferença de 2,3 pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.
O resultado representa um estreitamento da disputa. Na rodada anterior, realizada em julho, a distância entre os dois era de 9,3 pontos. Agora, os números indicam um cenário mais competitivo, mas não permitem afirmar que um dos candidatos esteja à frente estatisticamente.
Segundo turno também mostra empate técnico
Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente com 45,1%, ante 44,5% de Lula. A vantagem de 0,6 ponto percentual também está dentro da margem de erro e, portanto, configura empate técnico.
A leitura estatística é importante porque uma diferença numérica pequena não equivale a uma liderança consolidada. As duas candidaturas podem estar em posições diferentes dentro do intervalo estimado pela pesquisa.
Desaprovação do governo chega a 53,3%
O levantamento também mediu a avaliação do governo federal. A desaprovação chegou a 53,3%, o maior nível da série apresentada pelo instituto em 2026. A aprovação ficou em 45,1%, enquanto 1,6% dos entrevistados não responderam ou não opinaram.
Na pergunta sobre rejeição eleitoral, Lula foi mencionado por 52,7% dos entrevistados e Flávio Bolsonaro por 49,3%. Como era permitido citar mais de um nome, os percentuais de rejeição não precisam somar 100%.
Como a pesquisa foi realizada
A Vox Brasil ouviu presencialmente 2.100 eleitores entre 25 e 27 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05519/2026.
- Amostra: 2.100 eleitores entrevistados presencialmente.
- Período de campo: 25 a 27 de agosto de 2026.
- Margem de erro: 2,15 pontos percentuais.
- Nível de confiança: 95%.
Pesquisa eleitoral é uma fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas. O resultado não funciona como previsão do voto e pode mudar com novos acontecimentos, debates, alianças e decisões dos eleitores.
Por que o cenário político interessa à economia
A aproximação da eleição tende a ampliar a atenção sobre propostas para contas públicas, impostos, emprego e relações comerciais. A disputa política em torno do tarifaço e da reação brasileira já mostrou como temas econômicos podem ser incorporados diretamente ao debate eleitoral.
O pano de fundo inclui crescimento mais fraco e inflação ainda elevada. O Boletim Focus mais recente reduziu a projeção do PIB de 2026, enquanto o mercado continua acompanhando o espaço para novas mudanças na Selic.
Uma pesquisa isolada, contudo, não determina o comportamento da Bolsa, do dólar ou dos juros. O mercado costuma reagir ao conjunto de informações, principalmente à viabilidade das propostas econômicas e ao impacto esperado sobre a dívida pública. A Dívida Pública Federal chegou a R$ 9,29 trilhões em julho, mantendo o tema fiscal entre os pontos centrais da campanha.