O dólar passou a subir ante o real nesta quinta-feira e era negociado a R$ 5,4765 por volta de 12h15, alta de 0,47%. dólar e Selic.
O mercado avaliava a decisão unânime do Copom de manter a taxa básica em 13,75% ao ano e interromper a sequência de cortes iniciada em março.
O que aconteceu
A moeda havia operado com viés de baixa pela manhã, mas virou com o noticiário político e as dúvidas fiscais. No exterior, a queda de ações de tecnologia também elevou a procura por segurança.
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Cotação às 12h15 | R$ 5,4765 |
| Variação | +0,47% |
| Selic | 13,75% ao ano |
| Decisão do Copom | manutenção unânime |
| Data | 5 de novembro de 2026 |
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, evitou fazer avaliação direta da decisão e afirmou que os juros são altos e prejudicam setores da economia. A comunicação do governo também entrou no radar.
Como o movimento chega ao investidor brasileiro
Dólar mais caro aumenta custos de importados, viagens e dívidas em moeda estrangeira. Exportadoras podem receber mais reais por vendas externas, embora cada empresa tenha proteção e estrutura próprias.
O diferencial de juros favorece operações de carry trade, mas risco fiscal e político pode exigir prêmio maior. Fluxo comercial, remessas e posição de investidores também movem a taxa no curto prazo.
O que explica a reação
A pausa do Copom já era esperada por parte do mercado, portanto o foco mudou para o tempo de manutenção da Selic e para a inflação após a eleição. A aversão global reforçou a demanda por dólar.
Mercados negociam expectativas, e não apenas fatos já concluídos. Por isso, preços podem mudar rapidamente quando uma divulgação altera a percepção sobre crescimento, juros, risco ou lucro futuro. A oscilação de um dia informa o humor do mercado, mas não substitui a análise do ativo, do índice ou da empresa.
Riscos e limites da leitura
A cotação pode mudar com notícias políticas, dados de inflação e comunicação do Banco Central. Intervenções, fluxo de fim de ano e cenário internacional ampliam a volatilidade.
O valor citado é intradiário e não representa a taxa de fechamento nem o preço cobrado por bancos e casas de câmbio, que incluem spreads e tarifas.
O que observar agora
O mercado acompanha a ata do Copom, dados de inflação, política fiscal e o relatório de emprego americano. Esses fatores ajudarão a definir juros esperados e direção do câmbio.
Para o leitor, a melhor forma de acompanhar o tema é usar horário e fonte de referência, porque cotações mudam durante o dia. Também é prudente separar preço em dólar, conversão para reais e variação cambial. Em produtos listados na B3, essas três camadas podem produzir desempenho diferente daquele visto no mercado de origem.