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Excesso de energia coloca ONS em alerta no feriado; entenda

Baixo consumo e alta produção solar elevam o risco de excedente no sistema elétrico em fins de semana e feriados. Entenda as medidas do ONS.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com painéis solares, mapa do Brasil e torre de transmissão sobre excedente de energia
Alta geração solar combinada ao baixo consumo amplia o desafio de equilibrar o sistema elétrico em feriados. Imagem criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico entrou no feriado de 7 de setembro monitorando o risco de excesso de energia elétrica durante as horas de maior geração solar e menor consumo. A situação pode exigir redução temporária de geração como último recurso para manter o Sistema Interligado Nacional em equilíbrio.

O problema não é falta de eletricidade. É a coincidência entre produção elevada, especialmente de fonte solar, e uma carga menor em fins de semana e feriados. Como geração e consumo precisam permanecer equilibrados em tempo real, o operador pode ordenar ajustes quando as medidas usuais não forem suficientes.

Por que pode sobrar energia no feriado

Durante o dia, milhões de painéis solares instalados em residências, comércios e usinas produzem mais. Ao mesmo tempo, indústrias e escritórios consomem menos em feriados. Essa combinação reduz a demanda vista pelo ONS e dificulta acomodar toda a energia disponível.

O estudo de médio prazo do operador aponta que a micro e minigeração distribuída já supera 43 gigawatts de capacidade instalada. Nos cenários mais críticos projetados para 2026 a 2029, os cortes podem ultrapassar 40 a 50 gigawatts entre 9h e 16h, sobretudo em fins de semana e feriados. Trata-se de projeção extrema, não de corte confirmado nessa magnitude neste domingo.

O que significa cortar geração

O corte, conhecido no setor como curtailment, é uma redução temporária da produção de usinas. O objetivo é preservar a estabilidade elétrica quando a rede não consegue absorver ou transportar toda a energia gerada. A medida não equivale a desligar consumidores e não significa, por si só, risco de apagão.

Antes de recorrer ao plano de gestão de excedentes, o operador utiliza recursos disponíveis no sistema, como redução de outras fontes, ajustes de intercâmbio entre regiões e gerenciamento de reservatórios. A atuação sobre geração conectada às distribuidoras é tratada como excepcional e coordenada com essas empresas.

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Por que o desafio cresceu

A expansão solar ocorreu mais rápido que o crescimento do consumo diurno e da infraestrutura capaz de absorver a oferta. O ONS afirma que transmissão, armazenamento, resposta da demanda e gestão mais ativa da geração distribuída fazem parte das soluções, mas nenhuma medida isolada elimina o problema.

O plano de médio prazo recomenda 5.301 quilômetros de novas linhas e 24.314 MVA em transformação, com investimentos estimados em R$ 28,1 bilhões. Essas obras atendem diferentes necessidades e não devem ser interpretadas como solução exclusiva para o excedente solar.

O consumidor precisa fazer algo?

Não há orientação para que residências desliguem equipamentos ou alterem a rotina. A gestão é feita pelos agentes do setor. O episódio ajuda a entender por que uma matriz com mais fontes renováveis também precisa de redes, armazenamento e flexibilidade operacional.

O feriado também altera serviços financeiros. A B3 e Wall Street não abrem em 7 de setembro, enquanto o Pix segue disponível mesmo com agências bancárias fechadas.

Os dados estruturais citados vêm do PAR/PEL 2025, ciclo 2026–2030, publicado pelo ONS. A possibilidade de medidas operacionais depende das condições observadas em tempo real e não deve ser confundida com uma decisão antecipada de corte.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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