O mercado de fusões e aquisições no Brasil movimentou R$ 210,7 bilhões em 834 transações entre janeiro e agosto de 2026, segundo o TTR Data. O número de operações caiu 31% em um ano, enquanto o capital mobilizado cresceu 11%.
A combinação mostra um mercado com menos negócios, mas tíquete financeiro maior. Como apenas 43% das transações tiveram valores divulgados, o total monetário não representa todo o universo acompanhado pelo relatório.
Agosto teve 57 transações
Somente em agosto, o levantamento registrou 57 operações anunciadas ou concluídas, com valor agregado de R$ 12,6 bilhões. No acumulado do ano, 77% dos negócios contabilizados já estavam concluídos.
Internet, software e serviços de tecnologia lideraram em quantidade, com 140 transações. O setor imobiliário ficou em seguida, com 131 operações.
Estados Unidos lideram investimento estrangeiro
Empresas dos Estados Unidos realizaram 87 aquisições no Brasil, o maior número entre compradores estrangeiros. Ainda assim, essa quantidade ficou 23% abaixo da registrada no mesmo intervalo de 2025.
Do lado das companhias brasileiras comprando no exterior, os Estados Unidos receberam 11 operações e a Colômbia, sete. O movimento indica internacionalização seletiva em um ambiente de capital mais caro.
Private equity e venture capital recuam
O private equity somou 56 transações e R$ 34,5 bilhões. O venture capital registrou 134 rodadas, que movimentaram R$ 8 bilhões. Nos dois segmentos, a quantidade de negócios ficou abaixo do ano anterior.
Aquisições de ativos totalizaram 205 operações, com R$ 37,9 bilhões. A transação destacada em agosto foi a conclusão da venda da CPC pela Motiva à ASUR, por cerca de R$ 5,1 bilhões. O Analistas acompanhou a venda dos aeroportos da Motiva.
BTG lidera entre assessores financeiros
O BTG Pactual apareceu na liderança entre assessores financeiros por número e valor de operações, com 31 negócios que somaram R$ 54,3 bilhões. A atuação em M&A é uma das linhas do banco, cujo resultado recente foi analisado pelo Analistas.
Os dados retratam operações anunciadas ou concluídas e podem sofrer revisões. Uma negociação individual não deve ser interpretada como sinal automático para ações das empresas envolvidas.