O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). Foi o menor resultado negativo para o mês de agosto desde 2021.
O Governo Central reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social. O resultado primário compara receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida pública.
Agosto volta ao vermelho após superávit em julho
Em julho, as contas haviam apresentado superávit de R$ 10,8 bilhões. A mudança entre os meses não deve ser interpretada isoladamente, porque arrecadação, benefícios, transferências e pagamentos extraordinários variam ao longo do calendário.
De janeiro a julho, o déficit acumulado era de R$ 81,3 bilhões. O Tesouro deverá detalhar no boletim de agosto a contribuição de receitas administradas, Previdência, despesas obrigatórias e gastos discricionários para o novo saldo.
O resultado mensal também precisa ser analisado junto ao estoque da dívida. Na véspera, o Analistas mostrou que a Dívida Pública Federal encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões.
Déficit primário não inclui juros
O resultado primário mede o esforço fiscal antes das despesas financeiras. Quando se incorporam os juros da dívida, chega-se ao resultado nominal, que costuma ser mais negativo em um ambiente de taxas elevadas.
Um déficit menor que o observado em outros meses pode indicar melhora pontual, mas não garante cumprimento da meta anual. Para isso, é preciso considerar o acumulado do ano, as despesas autorizadas para abatimento e o intervalo de tolerância definido pelas regras fiscais.
Para o mercado, os dados influenciam expectativas sobre dívida, emissão de títulos e juros futuros. A reação, entretanto, também depende de arrecadação, crescimento econômico, inflação e decisões de política fiscal.
Fontes consultadas: Resultado do Tesouro Nacional de agosto de 2026 e Ministério da Fazenda.