O GPA, dono da bandeira Pão de Açúcar, defendeu a legalidade de seu plano de recuperação extrajudicial e informou que a Justiça concedeu cinco dias para o Ministério Público de São Paulo e credores apresentarem elementos sobre créditos que teriam sido excluídos do processo.
A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira, 31 de agosto, em resposta a um pedido de esclarecimentos da B3. O questionamento surgiu depois que o Ministério Público se posicionou contra a homologação do plano na forma apresentada.
Por que o Ministério Público questionou o plano?
O MP apontou possíveis problemas na formação das classes de credores e questionou a reunião de obrigações com características diferentes em um mesmo grupo. Também sugeriu que a complexidade do caso poderia justificar a nomeação de um administrador judicial.
Outro ponto citado foi a possível exclusão de determinados credores quirografários, entre eles fornecedores. O parecer não encerra o processo nem determina automaticamente a rejeição do plano, pois a decisão cabe ao juiz.
Como o GPA respondeu?
A companhia afirmou que o plano é legal, que recebeu apoio expressivo de credores e que o parecer do Ministério Público não possui caráter vinculante. O GPA reiterou o pedido de homologação e disse esperar que as impugnações sejam rejeitadas depois do contraditório.
Segundo o comunicado, a Justiça determinou que o MP e os credores indiquem, dentro do prazo de cinco dias, elementos concretos sobre qualquer crédito supostamente excluído de forma indevida. Depois dessa etapa, o juízo poderá avaliar os argumentos apresentados pelas partes.
Quanto o GPA pretende renegociar?
O pedido de recuperação extrajudicial foi apresentado em março e envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas. Esse tipo de processo permite que a empresa negocie condições diretamente com grupos de credores e depois solicite a homologação judicial do acordo.
A recuperação extrajudicial é diferente da recuperação judicial. A companhia continua operando e busca reorganizar passivos específicos sem adotar necessariamente o procedimento mais amplo aplicado a empresas em recuperação judicial.
O que observar em PCAR3?
PCAR3 representa as ações ordinárias do GPA. O andamento do plano pode influenciar a percepção sobre endividamento, liquidez e continuidade operacional, mas ainda não há decisão definitiva sobre a homologação.
Os próximos passos dependem das manifestações do Ministério Público e dos credores, seguidas da análise judicial. Esta matéria é informativa e não recomenda negociar PCAR3.