A Grécia assinou contrato para comprar três aeronaves KC-390 Millennium da Embraer, com opção de adquirir outras três. O acordo governamental com Portugal tem valor próximo de € 590 milhões para o lote inicial e prevê a primeira entrega em 2027, ampliando a carteira de defesa acompanhada pelos investidores de EMBJ3 e do setor de aviação.
O que foi contratado
O Ministério da Defesa grego confirmou três aeronaves multimissão. As opções não representam encomendas firmes até serem exercidas, por isso o limite de seis deve ser separado das três unidades contratadas.
| Item | Informação |
|---|---|
| Pedido firme | 3 KC-390 |
| Opções adicionais | 3 KC-390 |
| Valor informado do contrato | cerca de € 590 milhões |
| Primeira entrega | 2027 |
O acordo foi estruturado entre os governos da Grécia e de Portugal. Portugal fornecerá supervisão de produção, apoio à aceitação e entrega, transição operacional, logística e treinamento inicial.
Grécia é o sétimo cliente europeu
O país se junta a Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia entre as nações europeias que selecionaram o KC-390. Fora da Europa, a aeronave também foi adquirida por Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia.
A expansão entre membros da Otan fortalece a padronização de treinamento, peças e manutenção. Quanto maior a frota comum, mais fácil fica compartilhar infraestrutura e reduzir custos operacionais.
Bosco da Costa Junior, presidente da Embraer Defesa & Segurança, afirmou que a escolha reforça a confiança de países da Otan na aeronave e consolida o KC-390 como alternativa de transporte militar.
O que o avião faz
O KC-390 pode transportar tropas, veículos e cargas, realizar lançamento de paraquedistas, evacuação médica, combate a incêndios e reabastecimento em voo. A flexibilidade permite que uma mesma frota cumpra diferentes missões.
Para a Grécia, a compra aumenta a interoperabilidade com aliados e renova capacidades de transporte e abastecimento aéreo.
Efeito para a Embraer
Contratos de defesa têm ciclo longo. O valor não entra integralmente na receita no momento da assinatura; o reconhecimento ocorre conforme produção, entrega e cumprimento das etapas contratuais.
Além das aeronaves, suporte, treinamento, peças e manutenção podem gerar receita ao longo de anos. A companhia não detalhou no comunicado como o valor será dividido entre produção, serviços e participação portuguesa.
O que acompanhar
O investidor deve observar quando o pedido aparecerá na carteira firme da Embraer, o cronograma de entregas e eventual exercício das três opções.
A entrada da Grécia fortalece a presença europeia do programa, mas o impacto financeiro dependerá da execução industrial. Prazos, custos, disponibilidade de fornecedores e ritmo de produção serão decisivos para transformar o contrato em receita e margem.