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Grendene lucra R$ 151 milhões; exportações caem 21,6%

Fabricante vendeu 35,8 milhões de pares no 3T26, teve receita de R$ 742 milhões e aprovou dividendos de R$ 0,06 em meio à queda das exportações.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em · Atualizado às 14:01 de hoje Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com sandálias sem marca, fábrica, contêiner de exportação e gráfico de queda
Grendene teve lucro ajustado de R$ 151 milhões no terceiro trimestre de 2026. Colagem editorial gerada por IA / Analistas.

A Grendene registrou lucro líquido ajustado de R$ 150,98 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18,2% em relação ao ano anterior. GRND3 e ações brasileiras.

A fraqueza veio principalmente das exportações, que caíram mais de 20% em volume. O mercado interno vendeu mais pares, mas a mudança no mix pressionou receita e margens. A companhia também aprovou nova distribuição de dividendos.

Os números principais

A receita líquida somou R$ 742,1 milhões, recuo de 2,4%, e o Ebitda ajustado ficou em R$ 133,7 milhões, queda de 6,2%. O lucro contábil foi de R$ 121,7 milhões. A empresa vendeu 35,8 milhões de pares no trimestre.

IndicadorInformação
Lucro ajustadoR$ 150,98 milhões
Receita líquidaR$ 742,13 milhões
Ebitda ajustadoR$ 133,69 milhões
Volume total35,77 milhões de pares
Dividendo aprovadoR$ 0,060000913 por ação

No Brasil, o volume aumentou 3,6%, para 30 milhões de pares, mas a receita bruta caiu 1,8%. Nas exportações, foram vendidos 5,75 milhões de pares, queda de 21,6%, com receita bruta 23,4% menor.

Mercado interno cresce, mas mix limita receita

O aumento do número de pares no Brasil não se converteu em receita maior porque os produtos vendidos tiveram preço médio ou composição diferente. Esse efeito de mix é importante para fabricantes com portfólio amplo.

No exterior, distribuidores reduziram reposição de estoques e adiaram pedidos. A queda afetou escala e margem, enquanto o resultado financeiro também diminuiu com caixa menor.

O que isso muda para o investidor

A Grendene mantinha R$ 1,3 bilhão em disponibilidades líquidas, abaixo dos R$ 2,1 bilhões de um ano antes após dividendos e JCP. O caixa continua relevante, mas gera menos receita financeira quando o saldo diminui.

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O conselho aprovou R$ 54,1 milhões em dividendos. Terão direito os acionistas posicionados em 11 de novembro; as ações ficam ex-dividendos em 12 de novembro e o pagamento começa em 9 de dezembro.

Riscos e pontos de atenção

Exportações dependem de câmbio, demanda dos distribuidores e competição. No mercado doméstico, volume maior com preço médio menor pode pressionar rentabilidade.

Dividendos reduzem caixa e não devem ser tratados como rendimento adicional sem considerar o ajuste esperado na cotação ex-provento. O histórico de distribuição não garante novos pagamentos no mesmo nível.

O que acompanhar agora

A companhia precisará mostrar recuperação dos pedidos externos e melhora do mix brasileiro. Estoques dos distribuidores e desempenho das principais marcas serão observados.

O investidor deve acompanhar margem bruta, Ebitda industrial e caixa líquido, separando o lucro operacional da receita financeira.

O balanço mostra uma empresa ainda capitalizada, mas com pressão em exportações e rentabilidade. Para GRND3, a recuperação externa e a capacidade de vender produtos de maior valor serão decisivas.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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