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Ibovespa cai e dólar encosta em R$ 5,50

Bolsa recuou com pressão sobre ações ligadas a commodities, cautela fiscal e expectativa pela decisão do Copom nesta quarta-feira.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em · Atualizado às 17:23 de hoje Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com prédio da bolsa, gráfico em queda e fragmentos de real e dólar
O mercado brasileiro retomou os negócios com queda da Bolsa e valorização do dólar. Imagem: Analistas/IA.

O Ibovespa operou em queda nesta terça-feira (3), no primeiro pregão de novembro, enquanto o dólar se aproximou de R$ 5,50. A piora refletiu cautela com o cenário fiscal depois das eleições, queda de ações ligadas a commodities e expectativa pela decisão do Copom. Por volta das 15h45, o Ibovespa recuava 1,44%, aos 165,5 mil pontos, e o dólar subia cerca de 1%, a R$ 5,49.

Por que a Bolsa caiu

O mercado retomou as negociações após o feriado de Finados com uma combinação de fatores negativos. Os contratos de juros futuros avançaram, o petróleo caiu no exterior e investidores voltaram a discutir a trajetória das contas públicas no início do novo mandato presidencial.

O movimento dos juros pesa principalmente sobre empresas cujo valor depende de resultados mais distantes, como varejistas, construtoras e companhias de tecnologia. Taxas mais altas também aumentam o custo de refinanciamento das empresas e reduzem a atratividade relativa das ações diante da renda fixa.

Copom entra no centro das atenções

A reunião do Comitê de Política Monetária começou nesta terça e termina na quarta-feira (4). O Boletim Focus elevou de 13,25% para 13,50% a projeção para a Selic no encerramento de 2026, sinal de que o mercado passou a esperar juros elevados por mais tempo.

Mais importante que a decisão isolada será o comunicado. Investidores procurarão indicações sobre inflação, câmbio, atividade e risco fiscal. Uma linguagem mais dura pode sustentar a alta dos juros futuros, mesmo se o Banco Central optar por reduzir a taxa básica.

O que acompanhar

O comportamento do dólar, das ações da Petrobras e da curva de juros deve continuar determinando o ritmo do índice. Oscilações intradiárias não definem uma tendência permanente, mas mostram que o mercado entrou em novembro com prêmio de risco maior e menor disposição para assumir posições antes da decisão do Copom.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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