O Ibovespa operou em queda nesta terça-feira (3), no primeiro pregão de novembro, enquanto o dólar se aproximou de R$ 5,50. A piora refletiu cautela com o cenário fiscal depois das eleições, queda de ações ligadas a commodities e expectativa pela decisão do Copom. Por volta das 15h45, o Ibovespa recuava 1,44%, aos 165,5 mil pontos, e o dólar subia cerca de 1%, a R$ 5,49.
Por que a Bolsa caiu
O mercado retomou as negociações após o feriado de Finados com uma combinação de fatores negativos. Os contratos de juros futuros avançaram, o petróleo caiu no exterior e investidores voltaram a discutir a trajetória das contas públicas no início do novo mandato presidencial.
O movimento dos juros pesa principalmente sobre empresas cujo valor depende de resultados mais distantes, como varejistas, construtoras e companhias de tecnologia. Taxas mais altas também aumentam o custo de refinanciamento das empresas e reduzem a atratividade relativa das ações diante da renda fixa.
Copom entra no centro das atenções
A reunião do Comitê de Política Monetária começou nesta terça e termina na quarta-feira (4). O Boletim Focus elevou de 13,25% para 13,50% a projeção para a Selic no encerramento de 2026, sinal de que o mercado passou a esperar juros elevados por mais tempo.
Mais importante que a decisão isolada será o comunicado. Investidores procurarão indicações sobre inflação, câmbio, atividade e risco fiscal. Uma linguagem mais dura pode sustentar a alta dos juros futuros, mesmo se o Banco Central optar por reduzir a taxa básica.
O que acompanhar
O comportamento do dólar, das ações da Petrobras e da curva de juros deve continuar determinando o ritmo do índice. Oscilações intradiárias não definem uma tendência permanente, mas mostram que o mercado entrou em novembro com prêmio de risco maior e menor disposição para assumir posições antes da decisão do Copom.