O IPC-S subiu 0,32% em outubro, abaixo dos 0,46% registrados na terceira quadrissemana e dos 0,67% de setembro. O indicador da FGV acumulou alta de 4,14% em 12 meses e veio abaixo do piso das projeções consultadas pelo mercado. A leitura ajuda a medir a trajetória da inflação e seus possíveis efeitos sobre os juros.
Seis grupos desaceleraram
Alimentação passou de 1,08% para 0,85%, enquanto Transportes caiu de 0,34% para 0,19%. Vestuário, Saúde, Despesas Diversas e Habitação também perderam força.
Habitação teve a maior mudança, saindo de alta de 0,16% para queda de 0,16%. A tarifa de eletricidade residencial, com recuo de 2,41%, foi uma das principais influências de baixa.
Passagens e alimentos ainda pressionam
Nem todos os preços desaceleraram. Educação, Leitura e Recreação avançou de 0,90% para 1,05%, enquanto Comunicação passou de 0,02% para 0,03%.
Passagens aéreas subiram 8,12% e ficaram entre os itens que mais pressionaram o índice. Tomate, cinema, cebola e planos de saúde também contribuíram para a alta.
Leitura exige cautela
O IPC-S acompanha preços ao consumidor em sete capitais e não substitui o IPCA, índice oficial de inflação do país. Ainda assim, oferece uma leitura frequente sobre a direção dos preços.
A desaceleração é favorável, mas um único mês não define tendência. O Banco Central observa inflação de serviços, expectativas, câmbio e atividade. Para as famílias, a média também pode esconder experiências diferentes, dependendo do peso de alimentação, moradia e transporte no orçamento.