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Lucro da Marcopolo cai 43,4% no terceiro trimestre

Fabricante de ônibus lucrou R$ 186,5 milhões, com queda de receita, produção menor e compressão das margens no Brasil e no exterior.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com fábrica de ônibus, veículo rodoviário e gráfico de margem em queda
A Marcopolo teve redução de lucro, receita e margens no 3T26. Imagem: Analistas/IA.

A Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 43,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida de POMO4 recuou 8,5%, para R$ 2,29 bilhões, em um trimestre de produção menor e margens mais apertadas para a indústria.

Ebitda caiu para R$ 274 milhões

O Ebitda somou R$ 274,1 milhões, retração anual de 34,7%. A margem Ebitda passou de 16,8% para 12%, mostrando que a redução de receita veio acompanhada de perda de rentabilidade.

A margem bruta caiu de 26,7% para 20,3%, enquanto o lucro bruto recuou 30,5%, para R$ 464,8 milhões. A produção totalizou 3.085 unidades, queda de 25,2%.

Operações internacionais pesaram

A receita obtida no Brasil ficou em R$ 1,212 bilhão, recuo de 2,5%. As exportações feitas a partir do país cresceram 3%, para R$ 377,8 milhões.

Já as operações internacionais somaram R$ 703,2 milhões, queda de 21,4%. A unidade australiana Volgren apresentou trimestre recorde, mas Argentina e México tiveram retrações fortes.

Juros afetam renovação de frotas

A companhia apontou juros elevados, menor ritmo de renovação de frotas e visibilidade curta da carteira, especialmente para o início de 2027. Também informou ajustes de estrutura e custos nas operações brasileiras e internacionais.

A dívida líquida industrial chegou a R$ 341,1 milhões, equivalente a 0,3 vez o Ebitda. O nível continua administrável, mas a recuperação das margens dependerá de volume, composição das vendas e eficiência operacional nos próximos trimestres.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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