A Saudi Aramco registrou aumento de 35% no lucro líquido do terceiro trimestre, apoiada pela alta dos preços do petróleo e pela venda de uma participação em um complexo de refino e petroquímica na Malásia. O resultado da maior produtora de óleo do mundo ajuda a medir o ciclo global de petróleo e seus efeitos sobre empresas de energia.
Preço médio chegou a US$ 95,20
A companhia informou preço médio de venda de US$ 95,20 por barril no trimestre, ante US$ 70,10 no mesmo período do ano anterior. A diferença amplia a receita mesmo sem um crescimento equivalente do volume produzido.
O resultado também recebeu ajuda da venda do ativo na Malásia. Como esse ganho não se repete todos os trimestres, é necessário separá-lo do desempenho operacional ao avaliar a tendência do lucro.
Conflito elevou preços
O mercado de energia sofreu forte volatilidade com ataques e riscos às rotas do Golfo. A ameaça de interrupção de oferta elevou o prêmio embutido nas cotações e beneficiou produtores com grande capacidade instalada.
Ao mesmo tempo, interrupções operacionais podem reduzir volumes e aumentar custos. Por isso, preços elevados não representam benefício sem limites para todas as empresas do setor.
O que o balanço sinaliza
O lucro maior fortalece a geração de caixa da Aramco e a capacidade de financiar dividendos e investimentos. A empresa tem papel central nas finanças públicas da Arábia Saudita, seu acionista controlador.
Para o mercado brasileiro, o resultado serve como referência para o ambiente de preços enfrentado por Petrobras, PRIO e outras produtoras. A comparação direta, porém, deve considerar custos, impostos, qualidade do óleo, câmbio e políticas de distribuição diferentes.