analistas .com.br
Política

Lula tem 44,1% e Flávio 41,7% a 17 dias da eleição, diz Atlas

AtlasIntel/Bloomberg mostra Lula numericamente à frente no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro no segundo. Veja os números.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
Compartilhar
Lula e Flávio Bolsonaro diante do Congresso Nacional em composição editorial neutra
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre 11 e 16 de setembro com 5.018 entrevistados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,7%, na nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17). O levantamento foi realizado a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026.

No cenário de segundo turno entre os dois, Flávio tem 47,2% e Lula, 46,8%. A diferença de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de erro, o que configura empate técnico.

A pesquisa ouviu 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro, por meio de questionários online. A margem de erro informada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Bloomberg e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026.

O que mudou em relação à pesquisa anterior

Na rodada AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 10 de setembro, Lula tinha 43% e Flávio Bolsonaro, 37,4% no primeiro turno. Na nova medição, ambos avançaram, mas o crescimento numérico foi maior para Flávio.

No segundo turno, o cenário anterior indicava 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula. A nova rodada mantém os dois praticamente no mesmo nível, com variação pequena e dentro da margem de erro.

O resultado pode ser comparado com a pesquisa BTG Pactual/Nexus que mostrou Lula com 42% e Flávio com 37%. Metodologias, períodos de campo e amostras diferentes impedem uma comparação direta como se todos os levantamentos fossem uma única série.

Segundo turno com outros candidatos

Nas demais simulações divulgadas, Lula tem 46,3% contra 43,7% de Romeu Zema. Contra Augusto Cury, o presidente marca 45,6%, ante 37,8%. No confronto com Renan Santos, Lula aparece com 46,1% e o adversário, com 29,7%.

Publicidade

Esses cenários são fotografias das preferências declaradas durante o período de coleta. Eles não funcionam como previsão do resultado das urnas e podem mudar com debates, campanha, fatos políticos e decisões dos eleitores.

Outro levantamento recente, com metodologia própria, foi o Datafolha que mostrou Lula com 38%, Flávio com 33% e Cury com 8%.

Pesquisa não captou o anúncio do Bolsa Família

A coleta terminou em 16 de setembro. Portanto, o levantamento não mede eventual reação ao aumento do valor médio do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira, tema detalhado na reportagem sobre a elevação do benefício a R$ 691 a 17 dias da eleição.

Essa separação temporal é importante para evitar atribuir a um fato posterior uma mudança registrada antes dele. A próxima rodada poderá mostrar se houve alguma alteração, mas ainda assim não será possível estabelecer causalidade apenas com a variação dos percentuais.

Como ler a margem de erro

A margem de um ponto percentual indica o intervalo de incerteza estimado para cada resultado. Quando a diferença entre dois candidatos é muito pequena, como no segundo turno entre Lula e Flávio, não é possível afirmar liderança estatística com base na pesquisa.

No primeiro turno, Lula aparece numericamente 2,4 pontos à frente. A interpretação estatística completa depende do desenho da amostra e da metodologia informada pelo instituto. Por isso, o dado mais seguro é registrar a posição numérica e acompanhar a série de pesquisas, sem tratar um único levantamento como resultado definitivo.

Publicidade
Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

Ver todas as matérias de Muniz →

Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

Leia também