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Economia

Nova lei perdoa dívida e aumenta teto do MEI

Lei perdoa R$ 18,7 bilhões em dívidas de MEIs, eleva o teto anual para R$ 110 mil em 2027 e permite contratar dois empregados.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com pequeno comércio, documento fiscal, corrente rompida e moedas representando o novo MEI
Colagem editorial sobre o perdão de dívidas e o aumento do teto de faturamento do MEI. Imagem gerada por IA / Analistas

Uma nova lei sancionada nesta quarta-feira, 21 de outubro, perdoa dívidas federais de microempreendedores individuais e aumenta o limite anual de faturamento do MEI. A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027, deve alcançar milhões de pequenos negócios e altera regras importantes de impostos e finanças pessoais.

O que muda para o MEI

RegraComo é atualmenteNova regra
Teto anual de faturamentoR$ 81 milR$ 110 mil em 2027
Teto previsto para 2028R$ 81 milR$ 140 mil
Número de empregados1Até 2
Dívidas federais antigasPermanecem em cobrançaPerdão conforme a lei

O teto não era atualizado desde 2018. Com a mudança, negócios que superariam o limite atual poderão continuar no regime simplificado por mais tempo. Isso evita a migração imediata para uma estrutura tributária mais complexa.

O novo limite equivale a uma média mensal de aproximadamente R$ 9,17 mil em 2027. Em 2028, a média sobe para cerca de R$ 11,67 mil. O cálculo mensal serve como referência, mas a regra considera a receita bruta acumulada no ano.

Quais dívidas serão perdoadas

A remissão alcança débitos tributários federais de MEIs inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Entram na conta contribuições previdenciárias atrasadas, juros, multas e encargos de cobrança.

Segundo os números divulgados pelo governo, mais de 3,6 milhões de microempreendedores podem receber o perdão de aproximadamente R$ 18,7 bilhões. A baixa será automática, sem necessidade de pedido à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Parcelamentos em andamento também poderão ter o saldo restante perdoado. Valores pagos anteriormente, porém, não serão devolvidos. Quem mantém processo judicial para contestar a cobrança terá de desistir da ação para receber a baixa definitiva.

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Benefício exige pagamento em dia

O perdão não elimina as obrigações futuras. Para conservar o benefício, o MEI deverá pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.

Essa condição busca impedir que o passivo volte a crescer logo depois da regularização. O empreendedor deve acompanhar a situação do CNPJ e guardar os comprovantes das guias pagas.

Dois empregados poderão ser contratados

Outra mudança permite que o MEI mantenha até dois funcionários. Hoje, a categoria está limitada a um empregado que receba o salário mínimo ou o piso da atividade.

A ampliação ajuda pequenos negócios em fase de crescimento, mas também aumenta o custo com salários, encargos e obrigações trabalhistas. Antes de contratar, o empreendedor precisa calcular se a receita comporta a nova despesa de forma permanente.

Quando as mudanças começam

As principais regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. Até lá, continuam valendo o teto de R$ 81 mil, a possibilidade de um empregado e as regras atuais de cobrança.

O governo estima que o conjunto das medidas possa alcançar 17,6 milhões de empreendedores. Para cada MEI, o efeito dependerá do valor devido, da data de inscrição do débito e do cumprimento das condições previstas na lei.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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