A procura por opções do EWZ aumentou fortemente na reta final do primeiro turno. O ETF negociado em Nova York acompanha uma carteira de ações brasileiras em dólar e é uma das principais formas de exposição estrangeira ao mercado local.
A volatilidade implícita do contrato mais líquido com vencimento no fim de outubro chegou a 59%, ante média histórica próxima de 23%. Quanto maior esse indicador, mais caro tende a ser o contrato de proteção ou de aposta em movimentos intensos.
Contratos em aberto multiplicam
Nas opções com vencimento em 16 de outubro, o número de contratos em aberto passou de cerca de 7 mil em 18 de agosto para 164 mil. Para o vencimento de 20 de novembro, o estoque avançou de 10 mil para 299 mil, antes de recuar para 186 mil após o encerramento de posições.
Os números mostram aumento da demanda, mas não revelam uma direção única. Opções podem ser usadas tanto para tentar capturar uma alta quanto para proteger carteiras contra perdas.
Volatilidade não é previsão
O encarecimento dos contratos indica expectativa de oscilação maior, e não certeza de valorização do EWZ ou do Ibovespa. O resultado eleitoral e a reação de câmbio, juros e ações ainda podem produzir movimentos diferentes. Saiba mais sobre a estrutura desses produtos na área de ETFs.